Mainoo em duelo com Garnacho
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FIFA avança com novas regras que podem revolucionar o futebol

Equipas podem ser obrigadas a utilizaram sempre um jogador formado no clube

O Conselho da FIFA aprovou por unanimidade um processo de consulta com todas as partes interessadas relevantes para uma obrigação regulamentar que obrigue as equipas da Premier League a terem sempre em campo pelo menos um jogador formado no clube (sub-20 ou sub-21). A proposta será submetida ao Conselho da FIFA no próximo ano.

A sugestão foi apresentada pelo presidente da FIFA, Gianni Infantino, durante o Congresso do organismo em Banguecoque. Embora a medida se destine a uma aplicação global, Infantino destacou a Premier League, argumentando que a regra promoveria um maior equilíbrio competitivo e o desenvolvimento de talentos locais. A proposta prevê um limite para jogadores formados no clube nas equipas europeias, estendendo-se a jogadores formados no respetivo país para clubes fora da Europa.

Fontes próximas do processo, citadas pelo The Athletic, indicaram que, apesar de nada estar definido, decorreram discussões positivas entre os presidentes das seis confederações para avançar com esta alteração, vista como um incentivo ao desenvolvimento de jogadores. As conversações irão também abordar a definição exata de «jogador formado localmente» neste contexto, visando beneficiar tanto as federações de média dimensão como os clubes de topo.

Atualmente, as regras da Premier League estipulam que os planteis de 25 jogadores não podem ter mais de 17 atletas que não sejam formados localmente, deixando oito vagas para estes últimos. No entanto, esta regra não abrange os jogadores das equipas de sub-21, que são elegíveis mas não contam para este limite, nem regula a sua utilização em campo.

Na presente época, Newcastle, Manchester City e Manchester United foram os clubes que mais minutos concederam a jogadores ingleses sub-21. Em contraste, equipas como o Leeds United e o Burnley não utilizaram qualquer jogador dessa categoria na campanha de 2025/26. O Manchester United, por sua vez, mantém a tradição de ter um jogador da formação na ficha de jogo há 88 anos.

A introdução desta medida poderá também influenciar a estratégia dos clubes no mercado de transferências. A venda de jogadores formados localmente representa um lucro puro para os clubes, um mecanismo já utilizado para contornar potenciais violações das regras de lucro e sustentabilidade financeira.