Membros dos Super Dragões. Foto: Miguel Nunes

FC Porto: Super Dragões manifestam-se contra «injustiça gritante»

Grupo de apoio aos azuis e brancos lançou comunicado a criticar decisão de interditar setores das claques no jogo com o Académico de Viseu

Os Super Dragões, claque de apoio ao FC Porto, reagiram à decisão do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol de interditar os setores destinados aos grupos organizados de adeptos no Estádio do Dragão. O castigo terá efeito imediato já esta quarta-feira, no embate frente ao Académico de Viseu, a contar para a Allianz Cup.

Em comunicado partilhado nas redes sociais, a liderança da claque expressou forte descontentamento face à sanção aplicada. «A atual direção dos Super Dragões manifesta a sua mais profunda indignação e revolta perante a decisão de interditar os setores atualmente ocupados pela nossa claque no Estádio do Dragão. Um castigo absurdo, incompreensível e de uma injustiça gritante. Há factos que as entidades disciplinares parecem ignorar», pode ler-se.

Na base da contestação está a cronologia dos acontecimentos punidos, ocorridos a 30 de agosto do ano passado, no clássico entre Sporting e FC Porto disputado em Alvalade. O grupo de apoio sublinha que, à data dos factos, não tinha qualquer existência formal.

«Nesta data não existíamos enquanto claque oficialmente reconhecida. Não tínhamos sequer associados, não recebíamos bilhetes, não tínhamos sectores atribuídos e nem sequer podíamos utilizar faixas ou bandeiras. Os bilhetes para Alvalade foram vendidos exclusivamente a sócios do FC Porto, sem qualquer intervenção da nossa associação. Os setores agora interditados no Estádio do Dragão também não eram ocupados pela nossa claque à data dos factos, precisamente porque não existia qualquer protocolo com o clube», clarificam, salientando que o vínculo formal com a estrutura portista apenas «foi assinado o protocolo que formalizou a nossa relação institucional com o FC Porto» a 1 de outubro de 2025.

Perante este cenário, a associação questiona os fundamentos da decisão disciplinar: «Como podemos ser responsabilizados por acontecimentos ocorridos quando nem sequer existíamos enquanto estrutura reconhecida? Que justiça é esta? Que critérios são estes? Basta existir uma claque hoje para ser responsabilizada por tudo o que aconteceu ontem? Parece que, para quem aplica os castigos, as claques são sempre culpadas. Até quando não existiam.»

Por fim, os Super Dragões reforçam que não pretendem branquear atos ilícitos individuais, frisando que «a pessoa envolvida foi identificada e levada a tribunal», mas recusam um castigo coletivo generalizado. «Não pedimos privilégios. Exigimos justiça. Não aceitamos ser culpados por conveniência», rematam, assegurando manter uma relação de «confiança, diálogo e união» com a direção do FC Porto.

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