Jan Bednarek foi peça fulcral na época do FC Porto - Foto: IMAGO

FC Porto: peça fulcral na conquista do título entrou no lote de capitães de equipa

Após a saída de Eustáquio, em janeiro, Bednarek juntou-se a Diogo Costa, Cláudio Ramos, Alan Varela e João Costa. Voz de comando em campo e no balneário, entra em 2026/27 com a liderança reforçada

Contratado no final de julho do ano passado ao Southampton, a troco de 7,5 milhões de euros, Jan Bednarek chegou ao Dragão com uma tarefa exigente sobre os ombros: assumir a liderança do reduto defensivo do FC Porto, que, na época anterior, havia denotado a falta de uma voz de comando. Mas o polaco não vacilou. À boleia da experiência acumulada em oito épocas de futebol inglês — 254 jogos no Southampton e quatro no Aston Villa — o camisola 5 encaixou na perfeição nas ideias de Francesco Farioli e ajudou a devolver estabilidade à linha recuada. E fê-lo de forma contundente, reclamando para si a responsabilidade de coordenar movimentações e, quando o momento assim exigiu, puxar pelo grito, mas também saindo em defesa dos colegas ou confortando-os em momentos menos positivos.

Terminada a temporada, o resultado está à vista: os dragões resgataram o título nacional que fugia há quatro anos, com Bednarek em plano de grande destaque. O xerife de Slupca foi o terceiro jogador mais utilizado — só Diogo Costa e Froholdt o superaram —, com praticamente 4000 minutos somados, cultivando estatuto junto da massa adepta, de Farioli e da estrutura. De tal forma, que a ideia do central como 'capitão sem braçadeira' ganhou forma... concreta. Menos de um ano depois de chegar ao FC Porto, Bednarek entrou na hierarquia de capitães de equipa.

De acordo com informações recolhidas por A BOLA, a decisão de incluir o internacional polaco no lote de líderes do plantel foi tomada após a saída de Stephen Eustáquio para o Los Angeles FC, no início de fevereiro. O luso-canadiano era um dos subcapitães de equipa, juntamente com Cláudio Ramos, Alan Varela e João Costa — Diogo Costa, como se sabe, é o dono da braçadeira —, mas, ao deixar o Dragão, abriu lugar à entrada de Bednarek na hierarquia.

Os sinais, de resto, foram surgindo paulatinamente. Desde cedo que, na ausência de Varela do onze, era o defesa de 30 anos que se colocava ao lado de Diogo Costa na hora de escutar as indicações da equipa de arbitragem antes do pontapé de saída. Isto porque as equipas que têm um guarda-redes a capitão podem nomear um jogador de campo para dirigir-se ao árbitro durante o jogo. Quando o argentino não jogou, essa responsabilidade coube a Bednarek, sinal claro da confiança de Farioli na frieza e capacidade de argumentação do polaco.

De olhos no futuro, este é também um indicador da importância do camisola 5 no projeto portista. Eustáquio deve voltar ao Olival após participar no Mundial, mas, uma vez que entra no último ano do contrato que o liga ao FC Porto, dificilmente permanecerá no plantel dos dragões, até porque a SAD já está em campo à procura de um médio para compor o miolo — Caleb Yirenkyi está referenciado, assim como outras opções. Como tal, Bednarek é presença firme nas contas da braçadeira de capitão do clube campeão nacional e chega a 2026/27 com estatuto reforçado. À entrada para a segunda temporada de azul e branco, Bednarek é já uma das vozes mais respeitadas do balneário do FC Porto. E no relvado, o cenário repete-se: o xerife é peça fundamental para Farioli.

Episódio delicado e apreço de Farioli

A reta final de temporada de Jan Bednarek dividiu-se entre o clima de festa, pela conquista do 31.º título nacional do FC Porto, e o sobressalto, resultante do assalto perpetrado na madrugada de 9 de maio à residência do jogador e da família, localizada na zona da Foz. Após esse episódio, e apesar de ter ido treinar na manhã seguinte, o central foi poupado na deslocação à Vila das Aves, com o campeonato já no bolso, e os dragões... perderam (3-1). Após o apito final, Farioli realçou a importância do polaco na manobra da equipa. «Foi a atenção aos detalhes num jogo sem, por exemplo, o Jan, que nos dá muito e é importante no jogo aéreo», afirmou, na altura, o treinador dos campeões nacionais.

Bednarek encontra-se atualmente ao serviço da seleção da Polónia e aponta ao onze inicial no encontro particular de amanhã, em Varsóvia, frente à Nigéria de Zaidu e Terem Moffi. Anteontem, na derrota com a Ucrânia (0-2), não saiu do banco. Kiwior e Pietuszewski foram titulares.

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