Equipa do FC Porto foi aplaudida pelos seus adeptos em Nottingham — Foto: Imago
Equipa do FC Porto foi aplaudida pelos seus adeptos em Nottingham — Foto: Imago

FC Porto: orgulho é gasolina para as próximas batalhas

Plantel do FC Porto não escondeu desilusão gerada pela eliminação, mas reação às adversidades em Nottingham dá gás para o ataque à Liga e Taça de Portugal. Foco no Tondela e confiança para o clássico

NOTTINGHAM — A caminhada europeia do FC Porto em 2025/26 terminou em Inglaterra, destino amaldiçoado para os dragões, que continuam sem lá conseguir vencer ao cabo de 25 jogos oficiais. Na primeira mão da eliminatória com o Nottingham Forest, o empate já tinha ficado aquém das pretensões azuis e brancas; ontem, no City Ground, a expulsão madrugadora de Jan Bednarek comprometeu de forma irreversível as aspirações da equipa de Francesco Farioli.

A saída de cena europeia motivou, como seria de esperar, um sentimento de desilusão generalizado nos jogadores portistas, que deixaram o estádio cabisbaixos. Por outro lado, a reação esboçada no segundo tempo, em inferioridade numérica, mas, ainda assim, com duas bolas enviadas à barra por William Gomes e Alan Varela, e fases de domínio no meio-campo do Forest, despertaram um sentimento de orgulho que se estendeu a todo o plantel.

Algo que Francesco Farioli exaltou na conferência de Imprensa pós-jogo e que os protagonistas, nas redes sociais, corroboraram. O sonho do triplete, embora difícil, era real, o que originou emoções… contrastantes. Após o lamento, a palavra «orgulho» foi mesmo o denominador comum das mensagens de vários jogadores. «A noite não teve o desfecho pelo qual tanto lutámos. Mas, acima de tudo, enche-me de orgulho olhar para dentro e ver esta vontade de luta, esta união e esta entrega que nunca nos abandonou. Foi isso que nos trouxe até aqui e é isso que continua a definir quem somos. Estamos a construir um percurso bonito, sólido, com identidade e ambição. Orgulho imenso em fazer parte desta nação portista», assinalou o capitão, Diogo Costa.

Tondela e leões na mira

Thiago Silva, titular em Nottingham e o elemento mais experiente do plantel, virou desde logo baterias para os desafios que se seguem, apontando à casa cheia no domingo, frente ao Tondela, em jogo da 30.ª jornada da Liga que marca a contagem decrescente da prova (maior) que o FC Porto quer voltar a ganhar: «É um prazer fazer parte de uma equipa que até numa eliminação nos enche de orgulho. É triste e nós sabemos disso! Mas temos que seguir em frente, porque a vida continua. Domingo temos outra final e esperamos por todos vocês na nossa casa. Gostaria de agradecer a todos os que tiraram um tempo para vir apoiar-nos. Vemo-nos domingo».

A ideia é clara: a de que o orgulho acumulado em terras de Sua Majestade servirá de combustível para o que aí vem. «O orgulho de termos lutado até ao fim vai fazer diferença nas próximas batalhas», vincou William Gomes, com Seko Fofana a prometer «cabeça erguida»: «Ainda há grandes coisas para conquistar. Juntos, como sempre.»

O foco do FC Porto está já (naturalmente) virado para o encontro de domingo com o Tondela. Mais uma ‘final’ para os dragões na Liga, que colocam as fichas todas nas duas frentes que restam: campeonato e Taça de Portugal. No primeiro, a turma azul e branca tem o conforto de ser líder e de, na teoria, já ter superado os desafios mais exigentes, enquanto Sporting e Benfica ainda se defrontam este domingo.

Foco no que interessa

O foco do FC Porto está já (naturalmente) virado para o encontro de amanhã com o Tondela. Mais uma ‘final’ para os dragões na Liga, que colocam as fichas todas nas duas frentes que restam: campeonato e Taça de Portugal.

Quanto à 2.ª mão das meias-finais da chamada prova-rainha, o FC Porto terá de reverter a desvantagem trazida do Estádio de Alvalade (1-0), na 1.ª mão, mas, sabe A BOLA, o ambiente que reina no seio do grupo portista aponta num só sentido: no de que há capacidade total para anular o resultado negativo somado na casa do Sporting e superar o rival leonino, carimbando a presença no Jamor e lançando candidatura a uma 21.ª conquista da Taça de Portugal. Objetivos potenciados pelo espírito trazido de Inglaterra, mesmo na derrota.

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