Oskar Pietuszewski chega à Invicta decidido a afirmar-se num «grande clube, com uma grande história e grandes adeptos», como fez questão de sublinhar nas primeiras palavras de azul e branco. Dono da camisola 77, o extremo polaco de apenas 17 anos assume ambição sem rodeios: quer jogar, somar minutos e ajudar a encher o museu de troféus.

FC Porto: o filão polaco

Aposta declarada dos dragões em futebolistas deste país da Europa Central. Mlynarczyk foi o primeiro nos anos 80 e agora chegou o prodígio Pietuszewski

Os jogadores de nacionalidade polaca parecem terem-se tornado o grande filão do FC Porto esta temporada. Após a chegada de Bednarek em agosto para assumir o lugar de patrão da defesa, seguiu-se a aposta em Kiwior, que tinha o lugar tapado no Arsenal de Londres e decidiu juntar-se ao compatriota e companheiro de seleção no Dragão.

Bednarek

As provas inequívocas dadas pelos centrais que compõem hoje em dia o eixo defensivo da equipa de Francesco Farioli fizeram com que o gabinete de prospecção dos azuis e brancos alargasse horizontes e, um pouco à semelhança do que sucedeu na janela de transferências do Verão com Victor Froholdt na Dinamarca, o campeonato polaco também foi alvo de rigoroso escrutínio dos olheiros portistas que descobriram um autêntico diamante em bruto por lapidar.

Oskar Pietuszewski, de apenas 17 anos, é visto como um valor emergente do futebol polaco, ao ponto de o FC Porto ter conseguido superar a forte concorrência do Atlético Madrid, Betis e Bayern. Apesar da tenra idade, ficou fascinado com o projeto apresentando pelos dragões e não resistiu ao apelo de Bednarek para se mudar de armas e bagagens para a cidade Invicta, dando desta forma um salto significativo na carreira.

Kiwior

Mas, para os menos atentos, a aposta no mercado polaco começou ainda antes de Bednarek, já que no último defeso foi contratado igualmente o guarda-redes Hubert Charuzy, que integrou o plantel dos sub-19 e é da mesma nacionalidade dos compatriotas da equipa B. A história de jogadores polacos no FC Porto começou na década de 80 com Mlynarczyk (91 jogos), um guarda-redes que deixou marca no emblema portista, seguindo-se também contratações como Mielcarski (56 jogos), Kazmieczak (19), Wozniak (12) e Kieszek (4). O filão polaco ganhou assim mais volume na equipa portista, jogadores que são verdadeiros profissionais na defesa intrínseca do emblema que representam. E a mais recente aposta foi num autêntico prodígio, que promete deliciar os adeptos.