Bednarek festeja o golo que garantiu a qualificação do FC Porto para as meias-finais da Taça de Portugal frente a um Benfica -  Foto: Catarina Morais/KAPTA +
Bednarek festeja o golo que garantiu a qualificação do FC Porto para as meias-finais da Taça de Portugal frente a um Benfica - Foto: Catarina Morais/KAPTA +

FC Porto multado por falhas de segurança no clássico com o Benfica

Conselho de Disciplina deu provimento à queixa dos encarnados, que denunciaram «tratamento degradante» aos adeptos na partida da Taça de Portugal, a 14 de janeiro

O FC Porto foi sancionado pelo Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) com uma multa de 3.060 euros, na sequência de falhas na organização e segurança durante o jogo contra o Benfica, referente aos quartos de final da Taça de Portugal, realizado a 14 de janeiro, no Dragão, que os azuis e brancos venceram por 1-0.

A decisão do CD teve origem numa queixa apresentada pela SAD do Benfica. A queixa denunciava o «tratamento discriminatório» e «humanamente degradante» a que os adeptos encarnados foram submetidos no Estádio do Dragão.

De acordo com a participação do Benfica, centenas de adeptos, entre os quais se encontravam crianças e idosos, foram forçados a descalçar-se em piso molhado para serem revistados. A demora no processo de entrada levou ainda a que muitos espectadores perdessem a totalidade da primeira parte do encontro.

Em sua defesa, o FC Porto imputou as responsabilidades pelo atraso ao Benfica e aos seus adeptos, alegando que estes chegaram tarde ao ponto de encontro e que um grupo tentou forçar a entrada, causando desordem. Os dragões defenderam que a revista ao calçado foi uma medida de segurança proporcional, recomendada pela PSP, devido a antecedentes de arremesso de pirotecnia a partir daquele setor.

Contudo, o acórdão do Conselho de Disciplina, aprovado por unanimidade, concluiu que o FC Porto não garantiu as «condições mínimas de conforto» aos espetadores. O organismo considerou a gestão do fluxo de entrada particularmente grave, descrevendo que os assistentes de recinto desportivo libertavam os adeptos «a conta-gotas». Esta situação resultou em postos de controlo vazios, enquanto centenas de pessoas aguardavam nas escadas por um período de cerca de duas horas.

A conduta do promotor do espetáculo foi classificada como «negligência consciente», uma vez que foram ignorados vários alertas das forças de segurança para acelerar o processo. A reincidência do FC Porto em infrações graves de organização de jogos na época anterior foi considerada um fator agravante na aplicação da sanção.

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