Festa portista há 22 anos em Coimbra - Foto: A BOLA
Festa portista há 22 anos em Coimbra - Foto: A BOLA

FC Porto: Coimbra já teve encanto pintada de azul e branco

22 anos volvidos, dragões voltam a um palco onde já foram feliz na Supertaça Cândido de Oliveira. Na cidade estudantil bateram por 1-0, com golo de Ricardo Quaresma, o eterno rival Benfica num jogo muito disputado. À procura do 25.º triunfo na prova

Depois da conquista do campeonato, o FC Porto concentra já todas as suas energias na Supertaça Cândido de Oliveira. O encontro realiza-se sábado à noite, no Estádio Cidade de Coimbra, diante do Torreense, formação que milita na Liga 2 e foi a surpreendente vencedora da Taça de Portugal ao superiorizar-se ao favorito Sporting na final disputada em maio, no Jamor.

Francesco Farioli quer, a todo o transe, vencer o seu segundo troféu ao serviço dos novos campeões nacionais. Para isso, está a abordar a partida com a máxima seriedade, nunca subestimando o poderio do adversário, que se reforçou consideravelmente neste defeso com o intuito de tentar, pela segunda época consecutiva, a subida à elite do futebol português.

Os azuis e brancos, curiosamente, guardam as melhores recordações possíveis do Estádio Cidade de Coimbra, que foi o palco da final da Supertaça Cândido de Oliveira em 2004, logo após os dragões se sagrarem campeões da Europa em Gelsenkirchen, ao baterem o Mónaco por 3-0, com golos de Carlos Alberto, Deco e Alenitchev.

Quaresma marcou o único golo do encontro

Há 20 anos, mais precisamente no dia 20 de agosto de 2004, a equipa da Invicta, então orientada pelo espanhol Víctor Fernández, logrou juntar mais um troféu ao seu vasto historial na competição, mercê de um tento solitário de Ricardo Quaresma, que com o seu génio destroçou a defesa do Benfica aos 55 minutos.

Essa foi a única vez que o troféu foi disputado no Estádio Cidade de Coimbra, recinto que na edição deste ano voltará a acolher a prova na cidade estudantil, em detrimento do Estádio Municipal de Aveiro — o local eleito nas últimas edições — e do Estádio do Algarve.

No clássico entre dragões e águias realizado há duas décadas em Coimbra, o FC Porto alinhou com uma equipa já sem algumas das figuras que, nos dois anos anteriores, elevaram o nome do clube nortenho ao mais alto patamar europeu, com as vitórias consecutivas na Taça UEFA e na UEFA Champions League sob o comando técnico de José Mourinho.

O onze portista foi então composto por Vítor Baía, Seitaridis, Pedro Emanuel, Ricardo Costa, Nuno Valente, Costinha, Diego, Carlos Alberto, Hugo Leal, Ricardo Quaresma e Benni McCarthy, tendo entrado no decorrer do encontro José Bosingwa, César Peixoto e Hélder Postiga.

Novamente em Coimbra, o FC Porto procurará alargar a sua hegemonia na Supertaça Cândido de Oliveira. Entra em campo com claro favoritismo, mas de sobreaviso por tudo aquilo que se passou no relvado do Jamor em maio passado, quando o Torreense assumiu o papel de autêntico tomba-gigantes na Taça. Em 2004, Quaresma vestiu a pele de herói e, agora, há novos candidatos a protagonistas. Coimbra já teve encanto vestida de azul e branco e sábado os dragões querem repetir a façanha diante do Torreense.

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