FC Porto aperta a APAF: «Caixa de ressonância do Conselho de Arbitragem»
A intervenção do FC Porto na Assembleia Geral da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) ficou marcada por uma frente aberta contra as estruturas do setor da arbitragem.
Para além de reforçar que o presidente do Conselho de Arbitragem (CA), Luciano Gonçalves, não tem condições para se manter no cargo e de exigir uma reforma profunda na arbitragem nacional, o clube azul e branco centrou as suas atenções na atuação da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF).
O vice-presidente Tiago Madureira atacou o silêncio da associação representativa da classe na crise que envolve o Conselho de Arbitragem, traçando um forte contraste com a postura habitual da entidade quando o tema envolve críticas aos clubes ou processos sancionatórios: «A APAF deveria existir para representar os árbitros. Aparentemente, é apenas uma caixa de ressonância do Conselho de Arbitragem, e José Borges, para além de seu sucessor, não passa de um representante do presidente desse Conselho.»
O FC Porto questionou também a autonomia da própria APAF, alertando para a natureza dos apoios e subsídios que a associação recebe da Federação e para uma eventual dependência financeira.
Paralelamente, o vice-presidente portista questionou a transparência das contas da entidade dos árbitros, salientando não ter encontrado publicamente os relatórios integrais recentes e respetivos pareceres: «Que apoios recebe a APAF da FPF? Como são aplicados? Que remunerações foram aprovadas e por quem? Que mecanismos asseguram a independência perante as entidades que financiam o funcionamento da associação, nomeadamente o salário do seu presidente?»