FC Porto: a verdadeira razão da frustração de Pietuszewski e os conselhos de Farioli
O FC Porto ultrapassou na Amoreira mais um grande obstáculo na longa maratona que é o campeonato nacional, batendo o Estoril por 3-1, naquela que foi a primeira de seis finais que tinha pela frente até chegar ao almejado título nacional. Uma exibição sem mácula dos dragões, num jogo que ficou marcado pela forma intempestiva como Oskar Pietuszewski reagiu após ser substituído, descarregando alguma frustração no banco de suplentes do Estádio António Coimbra da Mota. A intenção de Farioli era deixá-lo em campo 90 minutos, mas o cartão amarelo que viu mudou os planos do treinador.
À vista desarmada, supôs-se que a 'azia' pudesse estar relacionada com a opção de Francesco Farioli em retirá-lo de campo, mas a verdadeira razão não foi essa. Ao que A BOLA apurou, o jovem dianteiro não gostou da dureza aplicada pelos jogadores do Estoril nas tentativas de desarme em lances que, na opinião do internacional polaco, não foram devidamente sancionados pelo árbitro, em especial por parte de João Carvalho, que, numa jogada, entrou de forma ríspida sobre o jogador dos azuis e brancos, com Luís Godinho e o auxiliar a fazerem vista grossa.
Perante o acumular de sucessivas faltas sem punição, começou a entrar numa espiral de irritação e nervosismo, daí o seu comportamento assim que chegou ao banco de suplentes do FC Porto, perante o olhar surpreendido dos companheiros e, principalmente, de Francesco Farioli.
Aprendizagem e crescimento
Independentemente de a razão lhe assistir, Pietuszewski foi alvo de reprimendas do seu compatriota Bednarek, uma espécie de irmão mais velho que o chamou à pedra perante o comportamento intempestivo, que poderia inclusive ter prejudicado a equipa, uma vez que, já com um amarelo, travou João Carvalho quase à margem da lei, o que poderia ter resultado num segundo cartão e consequente vermelho. André Castro, adjunto de Farioli, também se abeirou do polaco para aconselhá-lo a ser mais comedido, sob pena de os interesses da equipa saírem prejudicados em futuros jogos. Já o próprio timoneiro, de forma serena e como um verdadeiro líder, esperou pelo final do encontro, já depois do banho tomado e da conferência de Imprensa, e pediu responsabilidade a Oskar em prol dos interesses coletivos, apontando, inclusive, para o símbolo do FC Porto. O jovem escutou todos de forma aberta e reconheceu os excessos, prometendo melhorar esse aspeto.
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