Farioli interventivo durante a partida. Foto: Rogério Ferreira/Kapta+ (FC Porto-Nottingham Forest)
Farioli interventivo durante a partida. Foto: Rogério Ferreira/Kapta+ (FC Porto-Nottingham Forest)

Farioli: «Faltou-nos o instinto matador e a nossa intensidade habitual»

Treinador do FC Porto reagiu ao empate frente ao Nottingham Forest, afirmando que os dragões criaram oportunidades suficientes para vencer

O FC Porto não foi além de um empate a uma bola frente ao Nottingham Forest, na primeira mão dos quartos da UEFA Europa League, realizada no Estádio do Dragão. Após a partida, o técnico dos dragões, Francesco Farioli, falou aos microfones da Sport TV e analisou o encontro.

Análise ao jogo

«Hoje houve uma equipa que tentou tudo para ganhar: nós. Criámos muitas oportunidades, tivemos 18 remates à baliza. Tivemos chances suficientes para vencer por um resultado confortável, mas se não tivermos o instinto matador, claudicamos e foi isso que aconteceu.»

«Os primeiros minutos foram bem jogados. Tivemos bons momentos com bola e boas transições, em que não marcámos. Foi um bom jogo, apesar de ter faltado a nossa intensidade habitual. Temos de voltar a ter a mesma fome e o mesmo espírito. Mas contra uma equipa da Premier League, criar tantas oportunidades e acabar com um empate, é uma pena. Agora, vamos voltar a página e focarmo-nos no Estoril.»

Impacto do autogolo

«Em cinco minutos, tivemos o autogolo e a lesão do Martim. Isso mexe com a dinâmica da equipa, gastámos uma substituição logo ali. Foi um momento em que tivemos de nos voltar a concentrar. Na realidade, houve alguns momentos em que não estivemos bem, mas quando se tem tantas boas oportunidades, a este nível, temos de finalizar. Não podemos esperar pela próxima chance. Hoje, na área contrária, não estivemos bem.»

O porquê da falta de intensidade

«Esteve ligado ao autogolo, apesar da reação do estádio e dos jogadores com o Martim. Naquele momento, demos energia ao Nottingham, que eles não tinham. Perdemos uma boa oportunidade para nos colarmos numa boa posição e, daqui a uma semana, vamos a Nottingham jogar a nossa cartada, mas, claro, lá será um jogo diferente.»

É possível treinar o instinto matador?

«Não sei se é possível, mas vamos tentar arranjar uma maneira.»