Farioli analisou a vitória nos Açores. Foto: Catarina Morais/Kapta+
Farioli analisou a vitória nos Açores. Foto: Catarina Morais/Kapta+

Farioli: «A maratona é longa, estamos a meio e temos de continuar»

Treinador do FC Porto considerou justa a vitória sobre o Santa Clara e abordou o tema das lesões

Francesco Farioli destacou a maturidade e o compromisso coletivo do FC Porto após a vitória por 1-0 frente ao Santa Clara, num jogo que classificou como «muito difícil» e marcado pelas más condições do relvado.

O treinador dos dragões reconheceu que o golo surgiu na sequência de um erro do guarda-redes adversário, mas considerou o triunfo justo face ao desempenho da sua equipa. «Conseguimos o melhor de um jogo muito difícil. É claro que o golo nasce de um azar do guarda-redes deles, mas merecemos vencer. Atacámos bem, organizados, num relvado complicado, contra uma boa equipa, com jogadores rápidos em transição. Fizemos o nosso jogo e é um resultado muito importante», começou por dizer, à Sport TV.

«Nos últimos 15 minutos, o jogo ficou partido. Muitos duelos, o relvado ficou num estado limite para se jogar. Defendemos bem a área, bloqueando os remates de fora. Tudo foi importante e ajudou a conseguir este resultado. Todos tiveram um papel importante, apesar de as circunstâncias não terem sido as melhores, com uma substituição muito cedo. Mas o resultado foi merecido», continuou.

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Questionado sobre a estrela de campeão, o técnico afastou esse rótulo e preferiu destacar a identidade da equipa. «Os campeões são outros. Nós temos a mentalidade, o trabalho de equipa, o sentimento de estarmos atrás, de evoluir e de nos sacrificarmos. Foi isso que nos guiou até hoje e que nos tem de guiar na segunda volta», frisou.

«Vimos a importância do compromisso da equipa. É um fator crucial. Haver este desejo coletivo. Sabendo que a maratona é longa, estamos a meio e temos de continuar a trabalhar», acrescentou.

Sobre a ausência do FC Porto na Taça da Liga, Farioli admitiu preferir estar a discutir títulos, mas garantiu que o tempo sem jogos será bem aproveitado. «É sempre melhor lutar por títulos. Mas estamos fora da Taça da Liga e temos de maximizar esse tempo sem jogos, para fazer regressar jogadores. Temos de aproveitar todos os minutos, todas as reuniões e melhorar o espírito, o desejo e a união, que estão acima de qualquer aspeto tático. Isso vai ser crucial para a segunda volta», explicou.

Por fim, abordou a situação física do plantel, tocando no tema da lesão de Francisco Moura - substituiído aos 28' -, reconhecendo que os problemas tendem a surgir em cadeia. «Costuma acontecer no futebol. Quando se tem um problema numa posição, normalmente, vem logo outro problema, na mesma posição. Neste momento, temos o Martim Fernandes, que esteve bem, temos o Kiwior, que pode jogar bem. O Francisco sentiu um desconforto e vamos analisar a melhor solução», concluiu.