Aves SAD, último da Liga, venceu o já campeão FC Porto por 3-1

Falta de agressividade, uma lição para o futuro, Tiago Silva e Prpic: tudo o que disse Farioli

Treinador do FC Porto analisou a derrota com o Aves SAD

— Que análise faz ao encontro?

Acho que é um jogo particular porque, claro, se olharmos para os episódios e os eventos, provavelmente era o suficiente para vencer o jogo, mas na realidade, sabendo que tudo isto é futebol e o esforço colocado em campo, acho que nos faltou um pouco de agressividade, especialmente na área adversária. Especialmente na primeira parte, onde chegámos várias vezes, com muitas bolas a cruzarem a linha e não conseguimos finalizar a jogada como devíamos. Portanto, sim acho que precisamos de tirar esta lição para entender claramente que não podemos baixar nem 1% em nada, porque se não vamos perder pontos; podes perder pontos em qualquer campo. Por outro lado, para mim pessoalmente, acho que foi também uma boa oportunidade para fazer algumas avaliações para o próximo jogo e, especialmente, para a próxima época.

— Não é habitual a equipa sofrer três golos...

Sofremos três golos nas três vezes que eles chegaram à nossa área. Sofremos em lances de bola parada, mas sabem que, quando falo em baixar um pouco o nível como hoje, sem o Bednarek e sem o Diogo Costa, que são dois jogadores bastante dominantes no jogo aéreo, podes sofrer situações deste nível... Infelizmente não seremos capazes de chegar aos 91 pontos. Por isso, vamos tentar fazer 88. Mas, mais uma vez, estar com 85 pontos significa que, em todos os outros jogos, o trabalho dos jogadores tem sido fantástico.

— A ausência do Diogo Costa foi determinante, bem como a falta de agressividade?

— O Diogo Costa que, na minha opinião, está no top 3 ou top 5 de guarda-redes do Mundo. Portanto, quando começas um jogo, claro, sem dois trunfos claros, é normal dizer que o nível baixa um pouco... faltou-nos agressividade, faltou-nos desejo de atacar a baliza como devíamos e, quando nos conectámos e começámos a atacar a baliza como queríamos, as oportunidades tornaram-se mais claras e, enfim, depois marcámos o golo que foi anulado por escassos centímetros. As margens são muito curtas contra qualquer tipo de adversário... se jogas como hoje contra a última equipa da tabela que, nos últimos cinco jogos, somou duas vitórias e três empates... sobre o posicionamento dos três médios na primeira parte, é algo que temos vindo a fazer desde o início da época... Com o Froholdt, tens mais presença na área. Com o Fofana, tens um pouco mais de controlo.

— Lançou mais um jovem, gostou do Tiago Silva?

O Tiago Silva é um júnior, acho que era algo que eu queria muito fazer porque ele é um jogador que está connosco há muito tempo, ajudando-nos a manter o nível dos treinos muito alto... Acho que foi, digamos, uma boa mistura entre o facto de lhe querer dar uma recompensa pela estreia, mas também pelo que o jogo exigia, que era tentar procurar passes verticais, ser agressivo, e acho que, honestamente, a entrada dele deu-nos coisas interessantes. Deixem-me dedicar também uma palavra ao Prpic. Acho que foi fundamental nos dois golos... infelizmente, no próximo jogo ele não poderá jogar devido ao cartão vermelho...

— Na flash-interview disse que ficou furioso ao intervalo...

— Fiquei furioso porque fiquei furioso. Eu queria mais porque, com certeza, pelo número de vezes que chegámos e os toques que demos na área, e as bolas que cruzaram a frente da baliza sem ninguém finalizar a jogada... com certeza faremos tudo para terminar bem perante os nossos adeptos... e especialmente com 88 pontos, que não será o recorde, mas acho que é uma marca importante a atingir.

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