Ex-presidente da Federação da Guiné acusado de violar filha adotiva
Bouba Sampil, antigo presidente da Federação de Futebol da Guiné-Conacri (FGF), está a ser alvo de uma queixa por agressão sexual e violação apresentada pela filha adotiva, o que resultou numa proibição de saída do território, revelou esta terça-feira o jornalista Romain Molina. O caso está a agitar os bastidores da justiça guineense.
O ex-dirigente encontra-se, desde há várias semanas, envolvido num processo judicial fora do âmbito do futebol. A queixa foi formalizada pela filha adotiva, cujo nome não foi divulgado, que o acusa de repetidas agressões sexuais e violação.
Devido à gravidade das acusações, o procurador da cidade de Dixinn emitiu uma ordem de proibição de saída do território contra Sampil. O processo foi entregue ao Serviço Especial de Proteção de Pessoas Vulneráveis (SCPPV), uma unidade da polícia nacional, que ouviu todas as partes envolvidas e solicitou um exame médico detalhado, mantendo o caso sob sigilo.
De acordo com o Sport News Africa, terão existido pressões para atrasar a transferência do processo para o Tribunal de Primeira Instância. O objetivo seria permitir que Sampil chegasse a um acordo financeiro com a família da vítima. No entanto, a jovem manteve a queixa, apesar das tentativas de intimidação.
Bouba Sampil teve uma passagem curta e controversa pela liderança da FGF. Eleito em janeiro de 2024, após um longo processo eleitoral, o seu mandato foi marcado por escândalos, incluindo acusações de desvio de equipamentos das seleções nacionais para o seu clube, o AS Kaloum.
Sampil foi também criticado pelo seu silêncio e por alegadas tentativas de obstrução à investigação da Comissão de Disciplina sobre abusos sexuais de menores no centro técnico de Nongo. A sua gestão solitária levou a que fosse destituído pelo seu próprio Comité Executivo em maio de 2025, regressando às suas atividades empresariais, mas mantendo influência no AS Kaloum.
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