Marta Martins assegura que, apesar do reconhecido poder das húngaras do Sopron Basket, as águias estão preparadas para, na quinta-feira (18h30), discutir a liderança do Grupo I no embate na Luz para a EuroCup contra as húngaras do Sopron Basket

EuroCup: «Estamos no Benfica para lutar e ganhar!»

Marta Martins assegura que, apesar do reconhecido poder das húngaras do Sopron Basket, as águias estão preparadas para, na quinta-feira (18h30), discutir a liderança do Grupo I no embate na Luz para a EuroCup contra as húngaras do Sopron Basket

Quando, quinta-feira, Marta Martins sair de casa para o Pavilhão da Luz a fim de defrontar as húngaras do Sopron Basket na 3.ª jornada da EuroCup (18h30) — num momento em que os dois conjuntos são os únicos ainda invictos do Grupo I —, há duas coisas que sabe que não podem faltar no saco: «Para além do básico, que são os ténis de basquete, estes queridos que estão calçados», diz, olhando para os pés, «gel para o cabelo… É isso, não preciso de mais nada. Gel para o cabelo», reforça, rindo-se.

Quanto ao resto, a base de 25 anos sabe que terá de existir também muita concentração e empenho, pois o adversário, vencedor da EuroLeague em 2021/22, não será nada fácil. «Qualquer jogo na Europa — até mesmo internamente, mas especialmente na Europa — é difícil, intenso e de um grau elevado em relação àquilo a que estamos habituadas. Mas, como já fizemos nos outros dois encontros [vitórias contra Saarlouis Royals, por 69-65, e Student Nis, por 75-82], estamos aqui para mostrar e ganhar, não só para ir à Europa. Para competir, acima de tudo, e é isso que vamos fazer, sabendo das qualidades e pontos fortes do adversário e do que já fez de tão bom no passado. Encontramo-nos com os mesmos pontos [4] e não custa nada, pelo menos, colocar a vitória ao nosso alcance», reforça Marta.

Apesar de a realidade e intensidade constante que encontra na EuroCup nem sempre poderem ser comparadas à média daquela que as águias enfrentam na Liga Betclic, Marta Martins revela que «quem viu os nossos treinos sabe que o Ricardo [Vasconcelos, treinador] nos faz sempre treinar não pensando só em Portugal, mas, acima de tudo, na Europa. E é muito mais fácil se o repetirmos todos os dias. Depois, é necessário chegar ao jogo e aplicá-lo durante os 40m, porque se acontecer qualquer falha a outra equipa irá aproveitar; no entanto, o trabalho tem sido muito bem feito nesse aspeto», garante.

Ricardo Vasconcelos, de costas, que esta temporada assumiu a liderança das tricampeãs nacionais, no treino na Luz Fotografia André Carvalho

Quanto à oportunidade de continuar a ter a experiência de uma competição europeia, a base das tricampeãs nacionais vê o momento como algo de «orgulho e responsabilidade».«Não são semanas fáceis, também não posso estar aqui a dizer que é tudo uma maravilha. As viagens são cansativas, treinar lá fora, quase não ter tempo para treinar entre os jogos porque depois há logo a Liga… Tudo faz parte. Mas penso que é uma aprendizagem, uma experiência que toda a gente devia poder ter, porque nos dá outras coisas que na liga portuguesa não encontramos».

«Enquanto basquetebolistas, poder jogar contra pessoas que há uns anos víamos na televisão também é superbom, e há que tirar benefícios disso e aproveitar ao máximo a experiência», declara Marta, que vê na equipa um conjunto que «joga a procurar que a sua defesa depois se transporte para o ataque, com muita intensidade, para que as coisas fluam mais facilmente». «Somos uma equipa pronta para o combate. Seja qual for o adversário que nos apareça à frente, estamos lá para lutar», concluiu.

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