Mundial
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Este 'bófia' religioso vai ter saudades de umas cotoveladas
Se alguém disser ‘pandur’ na Croácia, toda a gente sabe o que quer dizer: uma expressão coloquial para polícia, como bófia, ou chui, para os mais antigos, mas originalmente quereria dizer guarda. Quem pensou em colocá-lo a guarda-redes teve boa ideia.
Ivor Pandur teve uma temporada de sonho com o Hull City, depois de 48 jogos disputados (e uma polémica sobre espionagem que condenou o Southampton) a qualificar-se para a Premier League em Wembley, mas antes de entrar nessa aventura teve outra pela frente: o Mundial com a Croácia, sendo que, aos 26 anos, ainda procura a primeira internacionalização senior. Chamado por Zlatko Dalic pela primeira vez em novembro do ano passado, foi incluído como terceiro guarda-redes, mas é internacional em todas as categorias inferiores, dos sub-15 aos sub-21, pelo que alimenta esse sonho a cada convocatória.
Esta constância foi mantida, curiosamente, sempre longe do país natal, com este polícia de baliza a deixar o seu Rijeka natal com 20 anos, passando por Verona (onde teve complicada lesão num ombro), Fortuna Sittard e Hull nas últimas três épocas.
O duro Championship foi sentido com intensidade, com Ivor, interessado em psicologia do desporto e religioso - veja-se o lema na sua página de Instagram («Dá o teu melhor e Deus faz o resto») - a encarar tudo de forma positiva: «É brutal, jogamos de três em dias dias, mas parece mais râguebi, os árbitros nem marcam faltas. Em todos os jogos levas uma cotovelada ou uma joelhada, mas enquanto estiver de saúde, estou a gostar.». Sim, senhor polícia.
Este artigo partiu do perfil de Ivor Pandur que A BOLA publicou no âmbito da Guardian Experts’ Network, uma rede de troca de conteúdos liderada pelo conceituado jornal inglês, e que inclui meios de comunicação social de vários países representados no torneio.