As obras de demolição no Vidal Pinheiro
As obras de demolição no Vidal Pinheiro

Estádio histórico e onde o Sporting quebrou jejum de 18 anos está quase a desaparecer

Iniciou-se a última fase de demolição do Vidal Pinheiro, histórica casa do Salgueiros

As máquinas regressaram ao antigo Estádio Engenheiro Vidal Pinheiro, no Porto, para demolir as estruturas que ainda restavam da histórica casa do Salgueiros. A Metro do Porto iniciou esta semana os trabalhos que farão desaparecer parte da bancada nascente e os edifícios remanescentes, num processo que apaga mais um vestígio do icónico recinto. Foi lá que, em maio de 2000, o Sporting, ao vencer a equipa portuense por 4-0, festejou a conquista do campeonato após 18 anos de jejum.

Recorde-se que o estádio foi a casa do Sport Comércio e Salgueiros desde 1932, tendo acolhido os jogos do clube ao longo das 24 épocas em que militou no principal escalão do futebol português. A maior parte da estrutura já tinha sido demolida em 2006 para dar lugar à construção de uma estação de metro.

A empreitada atual, com um custo base de 100 mil euros, visa a demolição dos edifícios, a limpeza do terreno e a remoção de resíduos. No entanto, as fundações e as lajes do piso térreo não serão removidas. Na bancada nascente, a intervenção será parcial: a parte superior será demolida, mas os degraus inferiores permanecerão como estrutura de contenção do terreno.

O futuro dos terrenos, propriedade da Metro do Porto, continua a ser uma incógnita. Questionada sobre a existência de projetos para o local ou uma possível venda, a empresa não revelou quaisquer planos para a área.

Para o Salgueiros, esta demolição representa mais um capítulo na sua longa jornada sem um estádio próprio. Desde que abandonou o Vidal Pinheiro em 2006, o clube tem jogado em vários recintos, disputando atualmente o Campeonato de Portugal em Fiães.

Paralelamente, a direção do clube trabalha no regresso a Paranhos. Em março, foi apresentada à Câmara Municipal do Porto uma proposta para a construção de um novo estádio na zona de Arca d’Água, com capacidade para cerca de cinco mil espectadores. O projeto encontra-se em fase de análise, sem data prevista para a sua concretização.

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