Trincão esteve em grande no Portugal-Dinamarca, 5-2 após prolongamento em Alvalade (IMAGO)

Entusiasmo, foco no Mundial e não na 'montra': tudo o que disse Trincão

Extremo do Sporting foi o porta-voz de Portugal na antevisão ao duelo com a Nigéria

Francisco Trincão, extremo do Sporting, foi o porta-voz da Seleção de Portugal esta terça-feira, na conferência de imprensa de antevisão ao jogo particular de quarta-feira com a Nigéria. O esquerdino falou sobre a esperança que Portugal tem para o Mundial, revelou as brincadeiras com o companheiro Luis Suárez, colombiano, que enfrentará na fase de grupos da competição, e garantiu que não está focado por estar na 'montra' para uma eventual transferência.

— Fala-se, mais do que nunca, das hipóteses de Portugal no Mundial. Como é que o grupo está a sentir isso? Como fator de pressão? Como motivação?

— Acima de tudo, com entusiasmo. É uma experiência única e um torneio diferente do resto. Não posso dizer muito, não tenho muita experiência, mas da minha parte estou entusiasmado para ajudar, seja de que forma for.

— Não tem essa experiência mas, pelo que tem assistido de outros colegas, há esse sentimento de que esta é a maior oportunidade que a seleção já teve de conquistar o Mundial?

— Temos de ter confiança, acima de tudo. Temos de acreditar. Sabemos que é um torneio muito difícil, mas pelo que vejo temos um grupo incrível. Temos jogadores com muita qualidade, só temos de aproveitar, sabendo que é difícil, mas com a crença de que podemos fazer algo bonito.

— Depois de uma época desgastante no Sporting, ficou no banco contra o Chile. Está pronto para ter minutos frente à Nigéria?

— Estou ótimo. Estes dias também servem para isto. Servem para adaptar da melhor forma possível, para regenerar o corpo. Isso não é importante. O importante é preparar da melhor forma possível para estar bem fisicamente quando começar o Campeonato do Mundo.

— O selecionador apresentou-o como jogador para jogar em zonas interiores. Pelo posicionamento do lateral-direito, muitas vezes por dentro, o extremo é obrigado a jogar por fora. Quais são as diferenças entre ter de jogar mais por dentro ou mais por fora?

— Penso que não influencia muito. O jogo, hoje em dia, tem muitas movimentações. Estou preparado para jogar tanto mais por fora como mais por dentro. Também tem a ver com o adversário. Depende muito do jogo em si.

— Falou com Luis Suárez [avançado da Colômbia e do Sporting] sobre o Mundial?

— Falámos bastante. Até brincávamos, a dizer que ele ia ficar em segundo no grupo e nós em primeiro. Era a brincadeira no balneário durante algum tempo. Falámos também em trocarmos camisolas, mas foi só brincadeira entre nós.

— Fez mais de 50 jogos, quase 5000 minutos e é um dos jogadores que estará na montra como um dos mais desejados da Europa. Como é que é estar nessa montra? Conseguirá estar 100% focado?

— Estou bem fisicamente. Tive estes dias para recuperar da melhor forma possível, também tive um período de férias antes de entrar em estágio. O meu foco é só ajudar a Seleção, ganhar o máximo de jogos possível. O resto não interessa muito.

— Já passou pelo Barcelona, por Inglaterra, vem de épocas espetaculares de grande crescimento, tanto com Ruben Amorim como com Rui Borges e é um dos melhores jogadores do campeonato. Esta é a sua melhor versão até agora?

— Sim. Sinto que nos últimos anos desenvolvi não só o meu jogo, mas também física e mentalmente. Consegui crescer em todos os aspetos do jogo, também defensivamente. Acredito que estou na minha melhor fase. Claro que ambiciono melhorar e estar um nível acima, mas chego na minha melhor forma ao Mundial.

— O próximo jogo, em Leiria, tem uma grande carga humana. Vai permitir ficar mais focado no jogo ou criar alguma distração?

— Penso que isso não tem nenhuma influência em nós.

— O que é que Portugal pode treinar para a primeira jornada da fase de grupos [com a RD Congo]? O que se pode esperar desta Nigéria? Que imagem querem deixar no último jogo antes do Mundial?

— Queremos aproveitar o jogo. As seleções são muito parecidas. Sabemos que são físicas. Queremos focar no que temos treinador e pôr isso em prática durante o jogo. Vamos olhar para o que podemos fazer e depois, claro, vamos tirar uma nuance ou outra que as seleções tenham que sejam parecidas. Mas queremos focar em Portugal.

— Vai encontrar uma equipa muito física amanhã. Como vão abordar este jogo, não querendo sofrer lesões antes da abertura do Mundial?

— Vamos tentar fazer o nosso melhor. Sabemos que são uma equipa dura, que tem parecenças com a RD Congo. Vamos tentar fazer no jogo o que treinámos este jogo e vamos focar mais em nós próprios do que na Nigéria. Sabemos que será um jogo difícil. A Nigéria tem jogadores muito bons. Mas vamos tentar fazer um bom jogo e ganhar para sairmos com confiança para o Mundial.

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