Em noite de desperdício, PSG ganha conforto na liderança
Começam a chegar os momentos de decisão e começa o PSG a posicionar-se para conquistar vários títulos. Mas o jogo no terreno do Le Havre foi um autêntico hino ao desperdício. Uma mão cheia de oportunidades flagrante de golo que o líder do campeonato não aproveitou e até Doué falhou um penálti que fecharia o encontro. Mesmo assim, valeu o golo de Barcola e já são quatro os pontos de vantagem para o Lens.
Depois do intenso jogo frente ao Mónaco (2-2) que deu apuramento para os oitavos de final da Liga dos Campeões, Luis Enrique surpreendeu. No onze, Vitinha foi o único português (Nuno Mendes e Gonçalo Ramos estiveram no banco e João Neves foi poupado devido a pequena lesão). De fora também Marquinhos e Doué e com tudo isto espaço para a segunda titularidade de Dro Fernández, que já tinha estado no onze na vitória por 3-0 ao Metz, no Parque dos Príncipes.
Mas o PSG demorou apenas dois minutos a criar a primeira grande oportunidade, com Kvaratskhelia a rematar de cabeça e Zouaoui a afastar em cima da linha. Lance que não teve continuidade. Durante a primeira parte o PSG nem sempre foi dominador, mas aos 37 minutos o cruzamento perfeito de Kang-In Lee encontrou a cabeça de Barcola, que colocava o campeão na frente.
Logo de seguida inverteram-se os papeis: Barcola isolou Kang-In Lee, que teve falhanço incrível, rematando às malhas laterais. Agora sim, o PSG mandava no encontro e o Le Havre mostrava alguma falta de reação ao golo sofrido e a vantagem só não foi maior porque o golo de Dro Fernández, aos 41 minutos, foi anulado por fora de jogo milimétrico de Hakimi no início do lance.
No segundo tempo, voltou a entrar forte o PSG e depois de dois ataques perigosos, Kvaratskhelia acertou no poste. E voltou o La Havre e responder e a ficar muito perto do empate, aos 54 minutos, o que só não aconteceu porque ao remate de Soumaré respondeu Safonov com uma defesa incrível.
Luis Enrique sentia o perigo na reação do Le Havre e lançou no jogo duas das suas pedras mais preciosas: Nuno Mendes e Doué.
Mal entrou, Nuno Mendes esteve muito perto de marcar, mas só com Diaw pela frente permitiu a defesa ao guarda-redes do Le Havre. Poderia ter feito bem melhor. O PSG tardava em fechar o jogo, falhou oportunidades atrás de oportunidades e até um penálti Doué desperdiçou.
O final do jogo foi uma tremideira para o PSG. O Le Havre arriscou tudo, subiu as suas linhas e só não chegou ao empate porque Safonov teve saída destemida e evitou o golo, aos 89 minutos.