José Mourinho
José Mourinho - Foto: IMAGO

«Deixou 30 jornalistas plantados»: Mourinho ainda dá que falar em Espanha

Treinador do Benfica tinha reservado camarote no Bernabéu para assistir ao segundo jogo do play-off da Champions mas ficou no autocarro, frustrando expectativas da Imprensa local

A decisão de José Mourinho de assistir ao Real Madrid-Benfica, da segunda mão do play-off de acesso aos oitavos de final da UEFA Champions League, no autocarro do clube encarnado, e não no camarote reservado no Bernabéu, continua a dar que falar em Espanha.

Apesar da expectativa em torno do regresso do special one ao recinto dos merengues, que lhe serviu de casa entre 2010/11 e 2012/13, o técnico de 63 anos trocou as voltas aos jornalistas e não chegou a aparecer no espaço que lhe estava destinado a pedido do Benfica. O camarote 6, equipado com três cadeiras e um buffet com hambúrgueres, frutas, água e batatas fritas, não chegou a abrir a porta. A confirmar que os jornalistas que ali aguardavam pelo treinador fizeram-no em vão.

Foram dezenas de profissionais da comunicação social que esperavam o momento para captar em foto ou vídeo a chegada do português, ou conseguir, eventualmente, uma declaração que não chegou, apesar de toda a logística, já que também o clube madrileno teve de mobilizar vários trabalhadores e membros da segurança para garantir o correto funcionamento daquela área.

«Tudo, comida, imprensa, segurança e trabalhadores do Real Madrid, por nada. Mourinho deixou o Real Madrid pendurado e voltou ao autocarro com vários assistentes para assistir ao duelo decisivo entre a sua equipa e o Real Madrid através de iPad», lia-se no El Mundo.

«A camuflagem de Mourinho no Bernabéu deixou 30 jornalistas plantados: 'Ninguém apareceu lá'», foi o título escolhido pela edição online do La Vanguardia para recordar o episódio do camarote de Imprensa vazio, que desiludiu os elementos de media do país vizinho, que ansiavam pelo regresso de Mourinho à casa merengue... 4.652 dias depois.

«O regresso de Mourinho ao Bernabéu foi algo visível e invisível. O treinador apenas pisou no campo e foi visto no treino anterior. Não fez a conferência de Imprensa, nem foi ao local e não fez mais declarações desde o insulto de Prestianni a Vinícius e de tudo o que suas palavras provocaram ao mencionar a comemoração do brasileiro», acrescentou o jornal.

A Marca sublinhou que foi um momento «surreal», enquanto o Mundo Deportivo destacou em título o modo como o português «driblou a Imprensa»: «O regresso de José Mourinho a Madrid depois de 13 anos sem pisar aquela que um dia foi a sua casa foi mais o regresso de um fantasma. Pelo menos para a Imprensa, que não conseguiu falar com ele, nem localizá-lo no Santiago Bernabéu na hora do jogo.»