Edu Castro: «Na final estaremos muito focados»
O Benfica garantiu esta quinta-feira a presença na final do play-off do Campeonato Nacional de hóquei em patins, ao vencer o OC Barcelos por 4-1 no terceiro jogo das meias-finais, fechando a eliminatória e assegurando um duelo decisivo frente ao eterno rival Sporting.
No final da partida, o treinador encarnado, Edu Castro, destacou a forma como a equipa entrou no encontro e a execução do plano traçado para contrariar uma das formações mais perigosas do campeonato.
«Começámos muito bem. A jogada ensaiada que tínhamos planeada funcionou na perfeição, e isso ajuda sempre. Fizemos uma grande primeira parte», sublinhou o técnico, satisfeito com a eficácia demonstrada pelos seus jogadores.
Apesar de reconhecer que o Benfica não criou um elevado número de ocasiões de golo, considerou que a equipa soube escolher os momentos certos para atacar, sem nunca descurar o equilíbrio defensivo perante a ameaça constante dos minhotos.
«Não chegámos muitas vezes à baliza deles, mas foram chegadas seletivas. Contra uma equipa como esta, que contra-ataca com tanta eficácia, tivemos de trabalhar muito na defesa para conseguir contra-atacar com eficácia, mas também para estarmos atentos a qualquer transição que pudessem fazer», explicou.
A vantagem de três golos construída antes do intervalo revelou-se determinante para a gestão do encontro. O treinador elogiou a maturidade competitiva da equipa na segunda metade, período em que o OC Barcelos aumentou a pressão em busca de uma reviravolta.
«A vantagem de 3-0 ao intervalo foi ótima, e é verdade que na segunda parte fizemos tudo o que podíamos para contrariar a pressão alta deles e não sofrer nenhum contra-ataque claro, além de nos defendermos muito bem contra as suas habituais linhas de ataque», afirmou.
O técnico revelou ainda que a preparação da partida passou por limitar os pontos fortes do adversário, com especial atenção para Miguel Rocha, uma das principais figuras dos barcelenses.
«O mais importante era garantir o melhor resultado possível e chegar à final. Com os jogadores de alto nível que tem o OC Barcelos, mas principalmente o Miguel Rocha – que marca golos com facilidade e é formidável na finalização –, criámos um plano de jogo que criasse problemas, mas que tirasse alguma agilidade nos contra-ataques e na circulação de bola. Acho que saiu bem», considerou.
Além do desempenho coletivo, o treinador fez questão de destacar o contributo dos guarda-redes Conti Acevedo e Pedro Henriques, peças fundamentais na consistência defensiva demonstrada ao longo da eliminatória.
«O Conti e o Pedro estão a fazer partidas fenomenais. Tentamos ajudá-los ao máximo para evitar golos, mas se eles vierem, que seja com um 4-0 no último minuto», observou.
Ultrapassado o obstáculo do OC Barcelos, o foco vira-se agora para a final frente ao Sporting, uma série que promete emoções fortes entre os dois rivais lisboetas. Ainda assim, o treinador encarnado rejeitou qualquer excesso de confiança e lembrou que será necessário voltar a provar valor dentro de pista.
«Na final estaremos muito focados. Volta tudo a zeros, mas não estamos mesmo a começar do zero, porque já fizemos muita coisa bem feita», concluiu.