Rui Costa, presidente do Benfica - Foto: IMAGO

Hoje é dia de eleições no Real Madrid, mas é também o dia em que começará a ficar definido, de forma mais clara, o futuro imediato do Benfica. Florentino Pérez deverá ser reconduzido na presidência do Real e, em simultâneo, será confirmado o regresso de Mourinho ao Santiago Bernabéu. Ato contínuo, Marco Silva entrará no Benfica durante a semana. Se os sócios merengues elegerem Enrique Riquelme, adversário de Pérez, resultam problemas para o Benfica, que terá de negociar um acordo com José Mourinho. Dia M, portanto. De Madrid, Mourinho e de Marco.

José Mourinho continua contratualmente ligado às águias por mais uma época. Logo que se confirme o cenário merengue, o Real Madrid acionará — o plano é que suceda já amanhã — a cláusula de rescisão de €15 milhões para libertar o treinador, tal como foi prometido no contacto com a candidatura de Pérez, tornado público pela SAD encarnada. Depois da formalização da saída, o processo será comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), abrindo caminho para a oficialização de Marco Silva como novo treinador.

Marco Silva tem acordo com os encarnados para um contrato que será válido por três temporadas, com duas épocas garantidas e mais uma de opção. O técnico de 48 anos e o Benfica já definiram linhas orientadoras da nova época, com o regresso aos trabalhos marcado para 25 de junho, mais cedo do que o habitual devido à necessidade de disputar as pré-eliminatórias de acesso à fase de liga da Liga Europa. A primeira eliminatória está agendada para 23 de julho.

Nos últimos dias, Marco Silva tem estado mais resguardado, com foco na família e no regresso a Portugal depois de 10 temporadas a treinar fora do País, as últimas cinco ao serviço dos ingleses do Fulham. Assim que o processo relativo a José Mourinho fique concluído, o treinador deverá retomar de forma mais intensa os contactos sobre o reajustamento do plantel, em articulação com Rui Costa, presidente do Benfica, e Mário Branco, diretor-geral, além dos detalhes da pré-época.

Antes do regresso dos internacionais que vão disputar o Mundial 2026, Marco Silva pretende observar com atenção o grupo à sua disposição, com especial atenção aos jogadores menos utilizados, aos que não corresponderam às expectativas e também a alguns emprestados que poderão ganhar espaço na nova época. Entre esses nomes está Tiago Gouveia, extremo que esteve cedido ao Nice.

No capítulo das contratações, o Benfica já identificou vários alvos para reforçar o plantel. Entre as prioridades está o eixo defensivo, que ficou fragilizado com a saída de Nicolás Otamendi no final do contrato, bem como a chegada de pelo menos mais um extremo. As movimentações no mercado dependem, também, das saídas que ainda estão por definir.

Há vários potenciais negócios em cima da mesa, mas a necessidade de montar uma equipa competitiva a tempo da entrada em prova na Liga Europa, numa altura em que ainda decorrerá a fase de grupos do Campeonato do Mundo, e portanto sem vários dos jogadores mais importantes do plantel, obriga a alguma prudência e a adiar algumas decisões.

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