Jovem médio-ofensivo tem muito perfume nos pés e trata a bola como um verdadeiro... 10 à antiga
Jovem médio-ofensivo tem muito perfume nos pés e trata a bola como um verdadeiro... 10 à antiga

Do reputado Valência ao histórico Marítimo: Martín Tejón é Pérola no Atlântico

Criativo espanhol formado no emblema espanhol tem encantado os adeptos dos madeirenses: golos, assistências e muito (mas mesmo muito) futebol nos pés. Miguel Teixeira explode em Lourosa. Nikos Michelis encarna o espírito Viriato. Nuno meteu Cunha aos castores

São apenas 165 centímetros, mas as medidas são mais do que suficientes para que a magia seja infindável. Falamos de Martin Tejón, uma das maiores revelações da presente edição da Liga 2.

O jovem médio-ofensivo espanhol, de apenas 21 anos — completará 22 no dia 12 de abril —, vive, esta temporada, a primeira experiência fora do seu país natal, mas a verdade é que não é por acaso que tem no currículo toda uma vida passada ao serviço de um clube de enorme relevo como é o caso do Valência. Foi ao serviço do emblema da terceira comunidade mais populosa de Espanha que Tejón fez toda a formação, sendo que depois de duas épocas na equipa B chegou mesmo a estrear-se na equipa principal dos valencianos, contabilizando sete jogos em 2024/2025.

O Marítimo conseguiu resgatar o virtuoso e, sem hesitar, trouxe-o para Portugal. A chegada à Ilha poderia ter causado alguma desconfiança junto dos adeptos insulares que não o conheciam, mas (muito) rapidamente Martin Tejón fez a sua apresentação à fervorosa massa associativa maritimista: tem futebol para dar e vender e é, ao dia de hoje, um dos mais adorados no mítico Caldeirão dos Barreiros.

Portador de uma qualidade técnica de excelência, o camisola 10 (assenta-lhe na perfeição), Tejón pode jogar entrelinhas, na definição no último terço, mas também encostado aos corredores, preferencialmente o esquerdo. Aí, e fazendo uso da sua visão de jogo, Martin Tejón dá corda à equipa e pincela com classe as jogadas ofensivas do atual líder do segundo escalão do futebol nacional.

Os números individuais são também o retrato fiel da influência do jovem espanhol neste Marítimo: 17 jogos — 16 para a Liga 2 (onde foi sempre titular) e um para a Taça de Portugal —, três golos e duas assistências. Foi, portanto, chegar, ver e vencer.

E nem a mudança de treinador no conjunto madeirense — Miguel Moita sucedeu a Vítor Matos, que entretanto rumou ao Swansea — beliscou o rótulo de intocável que Martin Tejón tem apresentado desde o início da época. Afinal, qualquer técnico deve ficar satisfeito por poder orientar um jogador desta craveira.

O criativo tem contrato com o Marítimo até 2027 e o futuro (na Madeira ou noutra latitude...) augura-se de grande sucesso. Para já, a missão imediata de Tejón é comum aos restantes companheiros de equipa: recolocar o Marítimo no mais alto patamar nacional.

Depois disso... tudo pode acontecer. Porque com todo o respeito pela dimensão dos maritimistas (emblema histórico do nosso futebol), Martin Tejón já começa a fazer por merecer outros palcos. De Espanha para Portugal, de Valência para a Madeira: a Pérola mergulhou no Atlântico.

Teixeira com a batuta

Com passagens pela formação de Arouca, Feirense, Benfica, Tondela e SC Braga, é em Lourosa que Miguel Teixeira tem estado autenticamente a explodir.

O jovem médio-ofensivo, de 22 anos, já tinha estado em destaque na época passada (21 jogos), mas nesta temporada promete ainda mais. Leva 19 partidas e uma assistência, mas, e acima de tudo, vai reforçando o seu papel de líder da batuta do Lusitânia, clube que continua a fazer uma excelente campanha, agora na Liga 2. O número 88 é um dos artistas dos corticeiros e nos seus pés a bola não chora. É contemplar...

Não se viu nada grego

Do alto dos seus 1,92 metros lidera o setor defensivo do Académico de Viseu. Nikos Michelis é uma autêntica voz de comando do emblema da cidade de Viriato e com a liderança do defesa-central grego qualquer equipa está sempre mais protegida.

Depois de Asteras Tripolis, Milan (sub-20), Willem II, Mirandés e Osasuna, Michelis, agora com 24 anos, chegou na época transata aos viseenses e rapidamente se afirmou: 25 partidas e dois golos. Este ano soma 20 encontros (um tento e uma assistência). Forte nos duelos aéreos (pudera...) e com boa saída de bola. É de seguir...

Nuno meteu... Cunha

Sendo minhoto de gema, foi no SC Braga que Nuno Cunha realizou grande parte do seu processo formativo — passou ainda três épocas no Benfica, antes de voltar aos arsenalistas (sub-23 e equipa B). Em todas as realidades competitivas, o registo foi sempre interessante: visão de jogo, qualidade de passe e criatividade a rodos.

Em 2024/2025 ajudou, com 26 jogos (um golo e uma assistência), o Tondela a sagrar-se campeão da Liga 2, e na presente temporada rumou a Paços de Ferreira para continuar a brilhar: 14 partidas, três tentos e dois passes de morte. Aos 24 anos ainda está muito a tempo...