Djokovic nos oitavos do Open da Austrália após 400.ª vitória em Grand Slams
Novak Djokovic derrotou o neerlandês Botic van de Zandschulp, na terceira ronda do Open da Austrália. Foi a 400.ª vitória do sérvio em Grand Slams e valeu-lhe passaporte para os oitavos de final em Melbourne.
Dando seguimento a uma prestação brilhante em solo australiano, onde não cedeu um único set aos seus adversários, o número quatro do ranking mundial venceu por 6-3, 6-4 e 7-6(4).
Es el mejor de la historia. QUIERE SER EL REY DEL DEPORTE.
— Eurosport.es (@Eurosport_ES) January 24, 2026
Novak Djokovic consigue su victoria 4️⃣0️⃣0️⃣ en Grand Slam y se clasifica para octavos del #AO2026 tras batir a Van de Zandschulp en un partido de idas y venidas
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Enquanto a primeira partida decorreu sem sobressaltos, na segunda Djokovic teve de pedir um medical timeout, numa altura em que a sua performance indicava algum desconforto. Apesar do susto, levou o encontro até ao fim e seguiu em frente no torneio.
«No início do segundo set, tive dificuldades com o braço, percebi pela velocidade que diminui. Tudo mudou, relaxei um pouco. A partir do segundo set, qualquer um podia ter vencido. Ele teve vantagem e um set point no terceiro set, uma pancada poderia ter mudado tudo. Fico feliz por ter vencido em três sets», disse no final.
E falou da paragem pedida, para assistência médica: «Alguns pontos antes, quase torci o tornozelo. Pedi para ver o pé por causa de uma bolha. Tive uma boa queda, consegui proteger-me, poderia ter sido grave.»
«O meu corpo está muito bem, não quero precipitar-me. Aprendi a lição, fiquei demasiado entusiasmado cedo demais e depois lesionei-me em três dos quatro Grand Slams. Ainda quero fazer os rapazes trabalhar, Alcaraz e Sinner jogam a um nível diferente de todos os outros. Mas quando a bola rola, há sempre uma oportunidade, especialmente aqui, num campo que me deu tanto ao longo da carreira», afirmou o tenista de 38 anos.
Questionado sobre o que diria ao seu eu mais jovem, riu-se: «'Acalma-te, idiota (risos)'. Demasiado stress em campo, a paciência é uma grande virtude. Quando somos mais jovens, pensamos que queremos tudo de imediato. É preciso ter um pouco de paciência e confiança no processo, rodear-se das pessoas certas, porque este é um desporto individual. Não sigam cegamente o que vos dizem, mas construam-se e liguem-se às pessoas com quem trabalham. Vemos mais os membros da nossa equipa do que a nossa família, e é dessa boa atmosfera que se pode tirar o melhor de nós.»