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Courtois recorda Mourinho: «Tivemos as nossas picardias...»
Thibaut Courtois, guarda-redes titular do Real Madrid desde 2018, admitiu em conferência de imprensa que o seu futuro na seleção da Bélgica pode estar a chegar ao fim, apontando o período pós-Mundial como uma forte possibilidade para a sua retirada internacional, ao mesmo tempo que falou do futuro imediato do Real Madrid, que vai voltar a ter José Mourinho como treinador.
«Não sei se é o momento para falar disso, mas há mais possibilidades de não continuar do que de seguir na seleção depois do Mundial. Tenho 34 anos e tenho de pensar no meu corpo», afirmou o guardião na concentração belga.
O jogador belga, de 34 anos, explicou que a decisão visa prolongar a sua carreira ao mais alto nível. «Quero jogar a um nível elevado durante muitos anos. Creio que agora é o momento de passar o testemunho a uma nova geração. Eles estão prontos», acrescentou.
O guardião recordou a relação com José Mourinho no Chelsea, onde ambos coincidiram entre 2013 e 2015, conquistando juntos a Premier League e a Taça da Liga. «Mourinho é um treinador muito direto; eu sou igual. A nossa relação sempre foi muito boa», garantiu, apesar de admitir alguns atritos.
«Também tivemos as nossas picardias ocasionais», disse entre risos. «Por exemplo, ele sentou-me no banco contra o Everton porque tinha atirado dois cruzamentos da linha lateral no jogo anterior contra o Aston Villa. Era a sua maneira de me provocar. Na semana seguinte, voltei à baliza contra o West Ham e fiz cinco ou seis defesas cruciais».
A grave lesão no joelho sofrida no verão de 2023 levou Courtois a refletir sobre o futuro. «Quando rompi o ligamento cruzado, comecei a pensar no futuro, porque sentia que esses momentos de descanso me davam força. Não havia pressão para jogar, por exemplo, quatro jogos importantes da Champions em duas semanas. Podia ir ao ginásio para que o meu corpo recuperasse», confessou, notando que os períodos de ausência da seleção o ajudaram na recuperação física.
No que toca ao seu futuro no clube, o guarda-redes, que representou Genk (2009-2011), Atlético de Madrid (2011-2014) e Chelsea (2011-2018) antes de chegar ao Real Madrid, expressou o desejo de terminar a carreira no clube espanhol. «Se continuar a render como até agora, a renovação não será um problema. Mas o Real Madrid é um clube de topo e, a dada altura, também terão de pensar num sucessor», reconheceu.