Deschamps guiou os franceses à vitória frente ao Brasil (2-1)
Deschamps guiou os franceses à vitória frente ao Brasil (2-1) - Foto: IMAGO

Deschamps não gosta de pausas para hidratação: «Quebram o ritmo»

«É bom para vocês, que transmitem o jogo, terem um espaço para publicidade», ironizou o selecionador francês depois da vitória magra frente ao Brasil (2-1)

Apesar da vitória da França sobre o Brasil por 2-1 num amigável em Foxborough, o selecionador Didier Deschamps mostrou-se insatisfeito com as pausas para hidratação, testadas para o Mundial, considerando que estas quebram o ritmo de jogo.

O treinador gaulês elogiou a exibição da sua equipa, especialmente na primeira parte, mas não poupou críticas às novas pausas de três minutos, que ocorrem aos 22 minutos de cada parte. «É bom para vocês, que transmitem o jogo, terem um espaço para publicidade, mas isto muda o futebol», afirmou o técnico francês em declarações à TF1, acrescentando que «independentemente da equipa, se estiver num bom momento, três minutos quebram tudo».

Apesar das palavras negativas, Deschamps mostrou-se satisfeito com o triunfo sobre a seleção brasileira. «É uma bela vitória porque é contra o Brasil. Há onze anos, levámos uma grande tareia (1-3), havia uma grande diferença entre eles e nós. Não vou dizer que a diferença se inverteu, mas o que fomos capazes de fazer na primeira parte e depois, quando ficámos reduzidos a 10, foi interessante», analisou.

O selecionador destacou a «mestria técnica e a ligação entre os médios e os quatro jogadores ofensivos», considerando que a equipa demonstrou uma boa expressão coletiva mesmo com várias trocas de posição. «A partir do momento em que existe uma boa ligação técnica entre os jogadores, frente a uma equipa do Brasil cautelosa que tentava criar perigo nas transições e ataques rápidos, sim, estou satisfeito», reforçou.

Deschamps admitiu, no entanto, que a equipa teve dificuldades no reatamento após o intervalo. «É verdade que, no regresso dos balneários, demorámos a entrar no jogo. Saímos de uma primeira parte muito boa e o recomeço foi um pouco mais difícil», explicou, lamentando também as limitações nas substituições após a equipa ficar com menos um jogador.

Olhando para o futuro, nomeadamente para o próximo jogo contra a Colômbia, no domingo (20h00), o técnico francês prometeu uma revolução na equipa. «Vou fazer muitas alterações, talvez até onze. Era essa a minha intenção. Quero ver os jogadores», concluiu.