Saiu o brinde ao SC Braga? Evita colossos, sim, mas vai ao 'inferno' de Budapeste
O destino em Nyon foi generoso (sempre se evitou o Estugarda), mas o SC Braga está avisado: o caminho para os quartos de final da UEFA Europa League passa pelo inferno de Budapeste, onde mora um Ferencvaros campeão húngaro, resiliente e que terminou a fase de liga a apenas um ponto do top-8 e com somente menos dois do que os 17 do SC Braga.
Até aos oitavos de final, as águias verdes da Hungria, comandadas pela lenda irlandesa Robbie Keane (antigo jogador de Inter, Leeds, Liverpool, Celtic, West Ham e Tottenham), bateram Rangers (2-1) e Ludogorets (3-1) em casa e Genk (1-0) e Salzburgo (3-2) fora, além de terem empatado com Viktoria Plzen, Fenerbahçe e Panathinaikos (sempre por 1-1). Apenas perderam um jogo, em Inglaterra, com o Nottingham Forest, na última jornada.
Depois, no play-off, os húngaros afastaram o Ludogorets: derrota por 1-2 na Bulgária compensada com triunfo em casa por 2-0.
Assentes num conservador 5x4x1, mas que se torna vertiginoso a atacar, os húngaros fazem da Groupama Aréna uma fortaleza asfixiante, onde a pressão dos adeptos e a veia goleadora de Barnabás Varga (20 golos esta época) são as armas principais.
O historial contra emblemas lusos é curto e demasiado antigo para tirar ilações. Só por uma vez o Ferencvaros defrontou equipas portuguesas, neste caso o FC Porto na Taça das Taças 1994/95. Na 1.ª mão, os dragões venceram por 6-0, mas na segunda perderam em Budapeste por 0-2.
Para o SC Braga, a chave do sucesso reside na Pedreira. Decidir a eliminatória em casa é trunfo de ouro, mas a estrutura técnica minhota sabe que não pode haver qualquer facilitismo frente a um histórico que renasceu para as grandes noites continentais. O sonho de chegar à final de Istambul continua bem vivo, mas primeiro será necessário domar a fúria das águias verdes.