Conquistou Mourinho e o Benfica, mas falta a Suécia
O selecionador da Suécia, Graham Potter, escolheu um estreante para o play-off de apuramento para o Mundial, com a Ucrânia, a 26 de março, em detrimento de Samuel Dahl. A opção causou alguma surpresa e o treinador inglês justificou-a com um feeling.
Elliot Stoud, 23 anos, do Mjallby, foi escolhido por ter feito «campanha fantástica» no clube. «Fez parte do sucesso da equipa e tem características diferentes dos que já cá estão», argumentou Potter, para quem a «decisão foi difícil». «Decidi apostar em Elliot. É um feeling. Nada tem a ver com Samuel [Dahl], simplesmente entendi que Elliot merecia uma oportunidade», rematou, sobre o assunto.
Dahl continua em ascensão no Benfica. É indiscutível na esquerda da defesa — de tal forma que esmagou a concorrência. Rafael Obrador saiu para o Torino em janeiro, José Neto é a outra opção, embora ainda em fase de crescimento.
Mourinho esforçou-se em melhorar a capacidade ofensiva do sueco de 23 anos, para lá da ocupação de espaços com agressividade e aumento da eficácia nos duelos.
Em janeiro, o treinador desfez-se em elogios a Dahl: «Foi um dos jogadores que cresceram desde que cá estou. Na minha modesta opinião, melhorou muito. Lembro-me de dois erros, um com o Leverkusen e o penaltizinho contra o SC Braga e, depois, só me lembro de grandes jogos. Melhorou enormemente a nível ofensivo, porque defensivamente foi semre muito certinho e regular. Já fez golos e assistências importantes. Acabou de fazer golo da vitória em Braga e não tem dado muitas hipóteses a quem está atrás [dele]. É muito regular fisicamente, recupera muito bem, é forte e não tem tido lesões. Nos plantéis, sucesso e insucesso dependem das primeiras figuras.»
Contratado em definitivo à Roma, no último verão, por €9 milhões, depois de seis meses de empréstimo, Dahl assumiu a herança de Álvaro Carreras. Conquistou Mourinho, os mais céticos no Benfica e já soma 45 jogos (43 como titular), dois golos e duas assistências.
Dahl é de tal forma regular que é o jogador de campo (excluindo guarda-redes) mais utilizado em Portugal, com 3.877 minutos. Seguem-se três companheiros de equipa — Otamendi (3809), que não foi utilizado em Arouca, Pavlidis (3.788) e Aursnes (3.635). O top 5 fecha com Francisco Trincão, avançado do Sporting.