Aston Villa ganhou ao Man. City no Etihad na última jornada da Premier League
Aston Villa ganhou ao Man. City no Etihad na última jornada da Premier League - Foto: IMAGO

Clubes da Premier League multados em milhões por quebrar regras da UEFA

Aston Villa foi o mais castigado, por violar regras de custos do plantel, mas Chelsea, Newcastle e Nottingham Forest, de Vítor Pereira, também não escaparam

O Aston Villa foi sancionado pela UEFA com uma multa de 22,5 milhões de euros devido a uma «violação significativa» da regra de custos do plantel para 2025. Para além da sanção financeira, os Villans enfrentarão restrições na inscrição de novos jogadores na sua lista para a UEFA Champions League da próxima época.

Uma parte substancial da multa, no valor de 15 milhões de euros, encontra-se suspensa, dependendo da capacidade do clube em continuar a reduzir significativamente o seu rácio de custos do plantel em 2026. Esta medida é, na prática, uma reativação de uma punição suspensa aplicada ao clube no verão passado, quando, em julho de 2025, o Villa foi multado em 11 milhões de euros, com outros 15 milhões condicionais ao cumprimento das regras num período de três anos.

O Aston Villa não foi o único clube da Premier League a ser penalizado: o Chelsea foi multado em 3 milhões de euros, dos quais 2 milhões estão suspensos, enquanto o Nottingham Forest, de Vítor Pereira, terá de pagar 2,5 milhões de euros. O Newcastle, por sua vez, foi sancionado com uma multa de 3 milhões de euros.

Adicionalmente, os magpies chegaram a um acordo por excederem o limiar de ganhos do futebol da UEFA, o que resultou numa multa suplementar de 10 milhões de euros. Deste valor, 7 milhões de euros foram suspensos, dependendo do cumprimento futuro das normas.

As sanções surgem num contexto em que três dos clubes envolvidos realizaram vendas de infraestruturas a empresas diretamente ligadas ou de jogadores a equipas associadas. O Newcastle registou um lucro de 37,5 milhões de euros com a venda do arrendamento do St James' Park e terrenos adjacentes a uma empresa subsidiária, a PZ Holdings Limited. Já o Chelsea vendeu Mathis Amougou ao Estrasburgo por 14 milhões de euros e o Aston Villa vendeu a sua equipa feminina. Estas práticas, anteriormente permitidas pelas regras da Premier League, deixarão de o ser a partir da próxima época, mas já não são aceites pelos regulamentos da UEFA.

No verão passado, o Chelsea já tinha sido multado em 31 milhões de euros por violações dos regulamentos de sustentabilidade financeira, com a ameaça de sanções adicionais que poderiam atingir os 60 milhões de euros nos três anos seguintes. Em comunicado, o clube londrino afirmou que a UEFA «reconheceu a tendência de melhoria» nas suas despesas e que o limite de 70% foi apenas «ligeiramente excedido».

As dificuldades em cumprir as diferentes regras da Premier League e da UEFA tornaram-se evidentes, especialmente depois de o organismo europeu ter reduzido o limite de custos do plantel de 80% para 70% das receitas do clube na época passada. A própria Premier League introduziu a sua variação das regras de custos do plantel, que entra em vigor esta quarta-feira, permitindo que as equipas sem receitas europeias gastem até 85% das suas receitas com o plantel e treinador, numa tentativa de proteger o equilíbrio competitivo.

Apesar de não terem competições europeias na próxima época, Chelsea, Newcastle e Nottingham Forest terão de continuar a cumprir os regulamentos da UEFA.

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