Ex-Real Madrid Varane, membro do Conselho de Educação do Como
Ex-Real Madrid Varane, membro do Conselho de Educação do Como

Clube italiano aplica protocolo inédito nos escalões de formação

Como proíbe cabeceamentos nos sub-10. Jogo de cabeça introduzido de forma gradual. Decisão conta com o apoio do ex-Real Madrid Varane, membro do Conselho de Educação dos italianos

O Como implementou um novo e rigoroso protocolo na sua formação com o objetivo de proteger a saúde dos seus jovens futebolistas, limitando de forma progressiva o jogo de cabeça. A medida visa reduzir os impactos na cabeça e, em simultâneo, potenciar o desenvolvimento de outras valências como a técnica, a tomada de decisão e o jogo de pés.

De acordo com as novas regras, os atletas com menos de 10 anos estão totalmente proibidos de cabecear a bola, tanto em treinos como em jogos. Para os escalões etários seguintes, a introdução deste gesto técnico será feita de forma gradual, utilizando bolas mais leves e com um número máximo de repetições por cada sessão de treino. O clube irá também garantir que as bolas não estejam excessivamente cheias e evitará exercícios desnecessários antes e depois das partidas.

A iniciativa conta com o apoio de Raphael Varane, membro do Conselho de Educação do clube. O antigo defesa do Real Madrid considera a medida fundamental para a proteção das novas gerações e recordou a sua própria experiência, revelando ter sofrido duas concussões graves aos 16 anos. Varane sublinhou a importância de agir, alertando para as consequências a longo prazo.

«Conheço muitos ex-jogadores que estão a sofrer de demência. Temos uma responsabilidade real de fazer algo para proteger os jovens», afirmou o antigo internacional francês.

Varane defende que adiar a aprendizagem do jogo de cabeça não irá prejudicar a formação dos futebolistas. Pelo contrário, acredita que o tempo pode ser aproveitado para aprimorar outras capacidades técnicas, táticas e de mobilidade, antes de ensinar o gesto de forma controlada numa fase posterior.

«Não cabecear quando são muito jovens não significa que não irão dominar essa parte do jogo mais tarde. O cérebro ainda está em desenvolvimento e devemos reduzir os contactos desnecessários», concluiu.

Ao longo da temporada, o Como 1907 rever a aplicação deste novo protocolo em conjunto com os treinadores e as famílias dos jovens atletas para avaliar a sua eficácia.

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