'Spurs' foram a Madrid perder por 5-2 com o Atlético num jogo em que sofreram quatro golos nos primeiros 20 minutos. Guarda-redes checo foi o infeliz protagonista da noite. #DAZNChampions

Chuva de golos (e erros) em Madrid termina com o Atlético a sorrir

'Colchoneros' levaram a melhor sobre o Tottenham, por 5-2. Primeira parte desastrosa dos 'spurs' - - Kinsky que o diga - parecia fazer antever o pior, mas Porro e Solanke amenizaram o pesadelo

O Metropolitano é um estádio maldito para o Tottenham. Há sete anos, perdeu nele a final da Liga dos Campeões contra o Liverpool e ontem viveu uma noite dramática para a equipa, mas sobretudo para o seu guarda-redes Kinsky, que, por muitos anos que viva, nunca esquecerá a má sorte que o perseguiu no quarto de hora inicial da partida.

O guardião checo sempre lamentará a surpreendente decisão do seu treinador, Igor Tudor, de lhe proporcionar a estreia na competição europeia. Melhor teria sido para ele ter continuado, um jogo mais, como suplente do italiano Vicario.

As sucessivas desgraças começaram logo aos cinco minutos, ao querer pôr a bola em jogo, escorregou, deu-a a Lookman, que passou a Julián Alvarez e este entregou a Llorente, que fez o primeiro golo. O segundo surgiu dez minutos depois, um defesa visitante resvalou, Griezmann ficou com o esférico e sem ninguém a marcá-lo só teve que mandar a bola para o fundo da baliza.

Um minuto depois e novo golpe, noutra generosa prenda de Kinsky: entregou em bandeja a bola a Julián Álvarez, que agradeceu fazendo o golo. Depois dos dois erros garrafais cometidos no primeiro e no terceiro tento, Tudor decidiu, aos 17 minutos, substituir o guarda-redes, não porque estivesse lesionado, mas como castigo pela sua má atuação, algo insólito e quase nunca visto nos campos de futebol. O treinador que deu a titularidade a Kinsky, foi o mesmo que o enterrou em vida.

Entrou Vicario, que não conseguiu evitar o quarto golo. Defendeu o livre apontado por Griezmann, mas já não pôde evitar ser batido, na recarga, por Le Normand.

Nem o mais otimista dos adeptos do Atlético podia imaginar que, aos vinte minutos, a sua equipa já estivesse a ganhar por um contundente 4-0, sem ter feito muito para o merecer, limitando-se a saber aproveitar os erros do adversário.

O desafio só realmente começou a partir deste quarto golo porque tudo o anterior tinha sido uma autêntica loucura. O antigo sportinguista Pedro Porro logrou reduzir a diferença e Cuti Romero mandou uma bola à trave da baliza de Oblak. Assim se chegou ao intervalo, com o Atlético a vencer por três golos de diferença.

No segundo tempo, as coisas foram mais equilibradas, com um golo para cada lado. Aos 10 minutos, Oblak fez uma enorme defesa e no contra-ataque, Griezmann fez um estupendo passo em profundidade para Julián Álvarez, que se isolou e fez o quinto golo... o que podia ter sido o 4-2 transformou-se no 5-1 para o Atlético.

Mas até os grandes guarda-redes alguma vez também falhame à meia hora Oblak calculou mal o passe para Nico González, Porro ficou a bola e deu-a a Solanke para este fazer o segundo golo da turma inglesa.

Os últimos minutos foram assustadores: Palhinha, que começou o jogo no banco, saltou com Cuti para tentar neutralizar um centro de Sorloth, o choque entre as cabeças dos dois companheiros de equipa foi violento e o jogador português pareceu inanimado. Mas recompôs-se e saiu do relvado pelo próprio pé, nada importante, pois.

O Atlético vai a Londres com um resultado confortável, mas não deverá ter excesso de confiança. Jogando em casa, o Tottenham poderá criar-lhe sérios problemas.