Casa Pia arranca «novo ciclo» na Madeira: «Hoje em dia não há segredos»
O Casa Pia arranca a Liga 2026/27 com uma deslocação à Madeira, onde defronta o recém-promovido Marítimo. Filipe Coelho é o novo homem do leme nos gansos, tendo sucedido a Álvaro Pacheco.
«Fizemos uma boa pré-época curta, é certo, mas conseguimos gerir bem todos os desafios. Nós, treinadores, gostamos de ter sempre um bocadinho mais de tempo para trabalhar e pôr as nossas ideias em prática. Foi uma pré-época preparada pela equipa técnica anterior, não há cenários bons nem maus, há cenários que estão mais adaptados às filosofias de trabalho de cada equipa técnica. Nós conseguimos fazer alguns ajustes de acordo com as ideias que queríamos pôr em prática e sinto a equipa bem para começar. Sinto que as ideias e a espinha dorsal da nossa forma de estar em jogo estão assimiladas pela equipa», começou por referir o treinador, em conferência de imprensa, destacando o início de um novo ciclo.
«Acaba por ser um marco importante na minha carreira, mas acima de tudo o que significa mais é este novo ciclo do Casa Pia, o novo ciclo desta equipa técnica e o novo ciclo de uma família que eu passo a fazer parte e que, nestas curtas semanas, já sinto como casa. É uma família que nos acolheu extremamente bem, nos pôs à disposição todos os recursos e que aceitou todos os nossos desafio e pedidos. Sinto que estamos a crescer em conjunto. Será um pontapé de saída com algum significado, ainda para mais com um histórico do futebol português que regressa à I Liga e um treinador que conhece bem o futebol português. Estão os ingredientes todos em cima da mesa para podermos fazer um bom jogo», destacou, desvalorizando o ambiente que se possa vir a fazer sentir nos Barreiros.
«Gosto de sentir que a equipa depende muito de si própria e que pode controlar vários momentos do jogo. Independentemente do ruído que se possa fazer sentir, do apoio mais ou menos forte que o Marítimo vai ter, o que nós temos de fazer é focar no que conseguimos controlar, que é a forma de estar no jogo. Vamos procurar controlar e gerir a bola o melhor possível para retirar o peso da força ofensiva do Marítimo. Sabemos como eles se comportam nos vários momentos, temos esse material da pré-época. Eles também têm o nosso, hoje em dia não há segredos nem para o primeiro jogo da época», acrescentou.
O mercado também foi tema e Filipe Coelho admitiu estar preparado para todos os cenários, quando questionado sobre possíveis as possíveis saídas de João Goulart, Livolant e Cassiano, além de entradas.
«Não vou particularizar ninguém, porque amanhã vai estar o melhor onze em campo na Madeira. Sabemos que o melhor onze de amanhã pode não ser o mesmo da semana seguinte com o Benfica em Rio Maior. Mas, acima de tudo, conscientes que o mercado está aberto. Essa continuidade do reforço do plantel vai continuar a acontecer, a seu tempo, até o mercado fechar. Não há grandes preocupações. O único foco da nossa forma de estar é que amanhã a equipa se apresente na máxima força», analisou, abrindo o jogo relativamente ao sistema de jogo que irá implementar.
«A diferença é que o Casa Pia vinha a apresentar mais vezes uma linha de cinco, laterais na linha defensiva. Vamos apresentar uma linha de quatro e sem tocar em nenhum elemento em particular, é o melhor onze que vai entrar amanhã», afirmou, admitindo ser um treinador «aberto» às características dos jogadores: «O clube está à procura de determinados perfis para ir ao encontro das ideias que queremos ver implementadas em campo.»