Carlos Morais: lenda do basquetebol angolano termina a carreira
= basquetebol angolano despede-se de uma das suas maiores referências. Aos 40 anos, Carlos Morais anunciou o fim da carreira como jogador profissional, colocando um ponto final num percurso de excelência marcado por títulos, distinções individuais e um contributo inestimável para a Seleção Nacional.
A decisão foi tornada pública através da sua página oficial no Instagram, onde recordou as dificuldades enfrentadas no início da caminhada e deixou uma mensagem de perseverança que emocionou adeptos e colegas da modalidade.
Na publicação, o internacional angolano recordou que, em tempos, lhe disseram que não tinha qualidade para jogar basquetebol, uma previsão que acabou por desmentir ao construir uma carreira repleta de êxitos. «O menino que um dia sonhou jogar basquetebol despede-se hoje da competição profissional. Mas o homem que o basquetebol ajudou a formar continuará, para sempre, ao serviço deste jogo», escreveu.
Embora se afaste da competição, Carlos Morais deixa um legado de profissionalismo, dedicação e inspiração para as novas gerações, permanecendo como uma das figuras mais emblemáticas da história do basquetebol angolano.
Carlos Morais jogou no Petro de Luanda, Recreativo do Libolo, Toronto Raptors (pré-época em 2013) , Benfica, Mens Sana Siena e Interclube.
Carlos Morais ajudou a seleção de angola a conquistar quatro edições do AfroBasket (2005, 2007, 2009 e 2013). Pelo Petro venceu o BAL e a Taça dos Campeões Africanos. A nível interno, venceu 10 campeonatos e 3 taças de Angola; além de um campeonato, uma taça de Portugal e uma supertaça pelo Benfica.