Nuno Catarino, diretor financeiro, e Rui Costa, presidente do Benfica — Foto: Miguel Nunes
Nuno Catarino, diretor financeiro, e Rui Costa, presidente do Benfica — Foto: Miguel Nunes

Benfica nega direito de preferência sobre ações do 'Rei dos Frangos'

Águias divulgaram comunicado na sequência da venda das ações de José António dos Santos

O Benfica emitiu um comunicado para esclarecer que não detém qualquer direito de preferência na venda do lote de ações pertencente a José António dos Santos, empresário também conhecido como 'Rei dos Frangos'.

O esclarecimento surge na sequência da venda, por parte de José António dos Santos e do Grupo Valouro, de uma participação de 16,38% na Benfica SAD à Entrepreneur Equity Partners SPV V, um fundo de investimento norte-americano. A operação, comunicada no dia 27 de abril à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), marca a saída do maior acionista individual da sociedade e reforça a presença de capital dos EUA na estrutura acionista do clube.

Na mesma nota, o clube da Luz informa que está a analisar «todos os contornos desta operação e os seus potenciais impactos», garantindo que qualquer decisão será tomada no «estrito respeito pelos interesses do clube e dos seus associados».

O Benfica conclui o comunicado prometendo que uma «posição definitiva será assumida em breve», em conformidade com os seus deveres e responsabilidades.

O contrato de compra e venda, celebrado a 23 de abril, envolve a alienação de um total de 3.767.400 ações da categoria B. Deste lote, 3.144.764 ações (13,67%) pertencem a José António dos Santos e à sua mulher, Maria Isabel Gomes dos Santos, enquanto as restantes 622.636 ações (2,71%) são detidas pelo Grupo Valouro.

A concretização do negócio, esperada até ao final de julho, está dependente de uma condição estatutária: a aprovação da transmissão das ações em assembleia geral da SAD dos encarnados.

Segundo a agência Bloomberg, a operação terá sido fechada por um valor significativamente acima do preço de mercado. O acordo aponta para um intervalo entre 10 e 11 euros por ação, representando um prémio de cerca de 70 por cento face à cotação de 6,46 euros registada no dia anterior à transação, o que representa um montante global de aproximadamente 40 milhões de euros.

A consumar-se esta mudança, o capital norte-americano passará a controlar mais de 21% da Benfica SAD, somando-se esta participação à da Lenore Sports Partners, que adquiriu 5,24% em junho do ano passado. O clube mantém-se como acionista maioritário, com 66,98% do capital.

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