Benfica insiste no adiamento da venda centralizada dos direitos televisivos
O Benfica considera que, por ser o clube português que mais obtém receitas televisivas, «será o mais prejudicado» com a venda centralizada dos direitos televisivos, que entra em vigor a partir da época 2028/2029.
Numa publicação no jornal O Benfica e no site, os encarnados assinalam que o novo contrato assinado com a NOS por dois anos, negociado «em condições adversas» do mercado, representa uma receita de €57,1 milhões e acrescentam que «a estimativa do valor atual dos direitos televisivos do futebol português, em torno dos 170 a 180 milhões de euros, não possibilita o cumprimento da promessa de que nenhum clube ficará a perder com a centralização».
«Mesmo os 225 milhões de euros ventilados recentemente em Assembleia Geral da Liga continuariam a ser insuficientes», pode ler-se na publicação.
O Benfica recorda que em várias intervenções públicas de vários responsáveis foi sugerida «a defesa de iniciativas que melhorem o futebol português e lhe confiram maior competitividade a nível europeu». Os encarnados consideram que alertaram «para os riscos de implementação de um modelo cujas premissas são incertas ou obsoletas», referindo-se, por exemplo, ao potencial de obtenção de receitas sobredimensionado, à legislação de combate à pirataria desadequada ou aos avanços tecnológicos na disponibilização de conteúdos que obrigam a novas soluções.
Constata o Benfica que «pouco ou nada foi feito para a valorização do produto desde que o Governo forçou a centralização da exploração dos direitos televisivos (condições de acesso e permanência nos estádios, iluminação, qualidade de jogo, etc.), começando por se discutir como distribuir receitas que ainda não foram asseguradas e nem sequer viram o seu potencial aumentado».
Em resumo, o Benfica considera que «o caminho apontado passa por adiar a centralização, repensar o modelo e criar as condições que permitam a efetiva valorização do produto antes da sua comercialização».
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