Imagem geral do projeto Benfica District - Foto: SL Benfica
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Benfica District: João Gabriel anuncia chumbo, clube nega e esclarece

Em causa o megaprojeto da Direção de Rui Costa, que tem de passar na Câmara Municipal de Lisboa; águias entregaram projeto final com alterações sugeridas pela própria autarquia

João Gabriel, antigo diretor de comunicação do Benfica, contratado na era Luís Filipe Vieira, anunciou na conta da rede LinkedIn que o projecto Benfica District foi chumbado pela Câmara Municipal de Lisboa.

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De acordo com fonte oficial do Benfica o conteúdo da publicação não se confirma. O clube da Luz entregou o projeto final na Câmara Municipal de Lisboa no passado dia 18 com uma série de alterações sugeridas pela própria autarquia. O projeto está agora em apreciação.

A oportunidade de um chumbo

«Nunca fui contra a ambição. Muito menos quando se trata do Benfica. O Benfica tem a obrigação de antecipar o futuro, de procurar novas fontes de receita, de pensar em grande. Mas pensar grande não pode significar começar pelo acessório antes de resolver o essencial. Foi essa, desde o primeiro momento, a minha principal reserva em relação ao Benfica District.

O projeto nasceu em contexto de campanha eleitoral, apresentado com imagens impressionantes, mas sem que estivessem suficientemente esclarecidas questões básicas para um investimento desta dimensão: o modelo definitivo de financiamento, a viabilidade económica, os riscos associados e, sobretudo, a hierarquia das prioridades.

Antes de construirmos um “District” à volta da Luz, talvez devêssemos cuidar da própria Luz. O Estádio tem mais de duas décadas e precisa de uma intervenção profunda que o prepare para os próximos vinte anos. Precisa de mais conforto, melhores acessos, melhores zonas de hospitalidade, melhores serviços e de continuar a aumentar a sua capacidade. Mas, sobretudo, precisa de deixar de ser um ativo utilizado essencialmente nos dias de jogo.

É aí que, para mim, deveria estar a verdadeira ambição. Uma cobertura total e uma solução de relvado retrátil permitiriam transformar o Estádio da Luz num grande palco de espetáculos, concertos e eventos durante todo o ano. Em vez de procurar rentabilidade construindo mais à volta do estádio, começar por aumentar a rentabilidade do próprio estádio. É uma diferença de prioridades.

A Câmara Municipal de Lisboa deu parecer negativo ao projeto. Espero que este chumbo não seja visto como um problema, mas antes como uma oportunidade. Uma oportunidade para parar, reavaliar e concentrar investimento no essencial. Antes de construir uma nova cidade à volta da Luz, talvez seja tempo de voltar a colocar a Luz no centro do projeto.»

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