«A chamada era do Benfica, queriam-me muito»: Circati conta como chegou à Luz
Alessandro Circati, central australiano do Benfica, está na seleção da Austrália, que prepara o segundo jogo com o Brasil (terça-feira), depois de ter empatado com os brasileiros (1-1) no primeiro embate particular.
O defesa de 22 anos transferiu-se do Parma para o Benfica na última janela de mercado e abordou o tema este domingo, na Austrália, reconhecendo que está a fazer-lhe bem: «Com certeza que algo mudou. Quando se faz uma mudança, seja positiva ou negativa, mudamos sempre. Crescemos. É normal que estejamos um pouco mais confiantes. Estou a jogar a um nível mais alto e a treinar a um nível mais alto, por isso é normal que haja desenvolvimento.»
O internacional australiano dedicou boa parte da conferência de Imprensa de antevisão do jogo com o Brasil ao Benfica e ao processo de mudança. «Depois do Mundial tive as minhas férias, estive com a minha mãe e com os meus amigos de Perth, estivemos na Europa. Havia muitas conversas. Tenho a certeza de que vocês viram tudo, muitas discussões: talvez isto, talvez aquilo, não isto, não aquilo, e só avançar se outros jogadores também avançassem. Depois, estava no carro, a voltar da praia para Parma, quando recebi uma chamada a dizer: 'Acho que esta semana vamos ter de nos mudar para Lisboa'. Obviamente, se eu quisesse», explicou Circati, antes de prosseguir.
«Quando soube de todos os detalhes, percebi que a chamada era do Benfica e que eles me queriam muito. O treinador queria-me, o Rui Costa, o presidente, também. Eu estava muito entusiasmado. Queria dar esse passo seguinte. Mas, claramente, não estava tudo nas minhas mãos. Como vocês sabem, há valores a negociar entre os clubes, e eu não podia fazer nada em relação a isso. Por isso, só tive de me sentar, esperar e esperar que tudo corresse pelo melhor», acrescentou.
A adaptação ao Benfica também mereceu resposta: «Felizmente, consigo mais ou menos perceber a língua. É bastante parecida com o italiano e o espanhol, que compreendo, por isso consegui aprender algumas palavras e perceber algumas coisas. A ajuda dos meus companheiros, do treinador e da equipa técnica foi extremamente importante. Todos os jogadores falam inglês, por isso isso ajuda bastante e permite que te adaptes um pouco mais depressa. Mas, obviamente, não é fácil. As primeiras semanas não são fáceis. Ainda não tens casa, ainda não tens carro. Quando resolves todas essas coisas, começas a sentir-te mais em casa. Isso acontece com o tempo e é normal.»
O jogo de Milão, triunfo por 2-0, na Liga Europa, foi especial: «Para a minha estreia como titular pelo clube não poderia ter imaginado nada melhor. Tive a minha família, que está em Itália, lá. E meu tio apareceu no jogo com um cachecol do Milan, porque a maior parte da minha família é adepta do Milan. Ele apareceu com um cachecol do Milan, mas também com uma camisola do Benfica vestida, por isso foi uma espécie de mistura. Foi ótimo. A minha mãe, o meu pai, o meu irmão e amigos estavam lá. Por isso, sim, foi um sonho tornado realidade.»
Por fim, as picardias divertidas com Irankunda, companheiro na seleção da Austrália e reforço do Sporting: «Somos muito amigos e agora, estando na mesma cidade e sendo também rivais, isso toca-nos ainda mais de perto. É sempre bom, é uma provocação amigável e, obviamente, ambos queremos ganhar um ao outro. Qual é o maior clube? Nem sequer é uma questão, amigo: Benfica.»