Benfica derrotado na final da Liga dos Campeões feminina
A equipa feminina de hóquei em patins do Benfica não conseguiu conquistar a Liga dos Campeões, ao perder por 4-1 frente às espanholas do Esneca Fraga na final disputada em Coimbra.
A formação espanhola, que ergueu o troféu da competição pela segunda vez no historial, começou a construir a vitória cedo. Aos três minutos, Adriana Soto inaugurou o marcador, num remate que contou com um desvio infeliz de Maria Sofia Silva. A mesma jogadora viria a bisar aos 19 minutos, com um potente disparo de longa distância, dilatando a vantagem para 2-0.
Apesar de ter criado inúmeras oportunidades de golo, o Benfica esbarrou numa exibição de grande nível da guarda-redes adversária, Anna Ferrer.
Na segunda parte, as águias entraram com grande intensidade, encostando o Esneca Fraga à defensiva, mas o golo benfiquista só surgiu aos 37 minutos, por intermédio de Sara Roces. O golo surgiu num momento em que as espanholas jogavam com menos uma unidade, devido a um cartão azul mostrado a Anna Ferrer.
A guarda-redes espanhola foi penalizada por atingir Aimée Blackman após defender uma grande penalidade. Na sequência, Raquel Santos desperdiçou novo castigo máximo, defendido pela recém-entrada Leyre López.
Demonstrando uma eficácia notável, o Esneca Fraga sentenciou a partida na reta final. Carla Fontdegloria fez o 3-1 aos 42 minutos e, pouco depois, aos 45, María Sanjurjo fixou o resultado final em 4-1.
Pelo meio, aos 46 minutos, a equipa de Aragão ainda desperdiçou um livre direto, assinalado por o Benfica ter atingido a décima falta.
Paulo Almeida: «Fraga foi melhor e ganhou bem»
Após o jogo, o treinador do Benfica, Paulo Almeida, explicou os motivos da derrota da equipa e reconheceu o mérito do adversário. «O Benfica entrou mal, porque até ao primeiro golo o Fraga nada de perigo tinha feito e uma bola bombeada para a nossa área bate nas pernas de uma jogadora nossa e entra. Depois quando o Fraga se colocou a ganhar, e as equipas espanholas fazem muito isto, quis controlar o jogo e tiveram muita paciência para chegar à baliza», começou por declarar o técnico.
«Para mim, o momento do jogo são as bolas paradas. O Benfica pode fazer o 2-1 na primeira bola parada e não o faz. A guarda-redes do Fraga é expulsa e temos uma segunda bola parada e não também não fazemos golo. Depois de reduzirmos quando estavam quatro jogadoras para três, e não tendo marcado as bolas paradas, senti a equipa mais ansiosa e ia à baliza de qualquer maneira. Depois do 3-1, a minha equipa quebrou animicamente e depois já era o coração e não a cabeça a jogar. Parabéns ao Esneca Fraga, que foi melhor e acabou por ganhar bem», admitiu Paulo Almeida.