Benfica: ainda diablito e pouco diablo, assim tem sido o Echeverri que tanto promete
El Diablito Claudio Echeverri pode estar finalmente a caminho da Luz e do Benfica, depois de os encarnados terem batido à porta do River Plate, sem grande sucesso, em 2023. Na altura, já era demasiado caro para os cofres lisboetas, hoje poderá reforçar via empréstimo os encarnados, que lhe podem juntar uma opção de compra eventualmente mais acessível.
Echeverri chegou à Europa via Manchester City com grande hype, em virtude do talento mostrado desde tenra idade, tanto nos millonarios como nos escalões jovens do país. É um médio ofensivo argentino de 20 anos que, após ser contratado pelo Citizens, procura ainda afirmar-se no futebol europeu. Definido como um clássico enganche, sobressai pela liberdade criativa, aceleração vertiginosa e capacidade de desequilibrar no último terço, embora não tenha ainda ultrapassado com sucesso uma fase de adaptação exigente ao continente europeu após cedências sem grande sucesso ao Bayer Leverkusen e ao Girona.
Com 1,70 metros de altura, Echeverri atua preferencialmente no meio-campo ofensivo, descaindo com frequência para o corredor central-esquerdo. O seu jogo baseia-se em flutuar entre as linhas adversárias, receber a bola em rotação e acelerar com um controlo orientado de excelência, mudando a velocidade do ataque em poucos toques.
No River Plate, demonstrou ser fortíssimo no um contra um curto, registando cerca de 6,64 dribles e 3,49 corridas progressivas por 90 minutos. Além da vertente individual, apresenta um volume de passe elevado para a sua posição (41,97 passes por 90 minutos) e uma média de 2,14 passes para finalização por jogo.
A sua perigosidade estende-se ainda às bolas paradas, sendo especialista na marcação de livres e grandes penalidades, combinando essa vertente com uma apetência constante para o remate de meia-distância.
Por outro lado, a sua afirmação ao mais alto nível tem esbarrado nas limitações físicas evidentes. A baixa estatura e a escassez de força muscular tornam-no vulnerável em duelos corpo a corpo e disputas aéreas, um défice particularmente exposto no contexto europeu.
Paralelamente, Echeverri revela margem de progressão na eficácia rematadora — ficando frequentemente abaixo do volume de golos esperados —, no uso do pé esquerdo e no trabalho sem bola, onde necessita de evoluir no posicionamento defensivo e na leitura de pressões.
Lançado no River Plate e projetado internacionalmente após um hat-trick contra o Brasil no Mundial Sub-17, o talento natural do jovem argentino é inquestionável, mas o seu sucesso futuro dependerá da maturidade tática e física que conseguir desenvolver no futebol de elite. Baixar de patamar para o futebol português pode ajudá-lo nesta fase mais delicada.
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