Belmiro Pinto dos Santos prepara candidatura à presidência do Vitória de Guimarães
Em agosto, António Miguel Cardoso prometeu. Em março, reforçou a jura. «Se não ficarmos em 5.º lugar, vou embora», afirmou e reafirmou o presidente do Vitória de Guimarães.
A seis jornadas do fim do campeonato (quando faltam 18 pontos por disputar), as eleições antecipadas parecem, então, ser uma realidade próxima. Os vitorianos ocupam, neste momento, a 9.ª posição e estão a onze pontos do lugar vaticinado pelo dirigente - atualmente ocupado pelo Famalicão (com quem os conquistadores têm desvantagem no confronto direto).
A BOLA já tinha noticiado, todavia, que António Miguel Cardoso equaciona recandidatar-se ao cargo (para o qual foi eleito em 2022 e reeleito em março de 2025), caso a equipa falhe o objetivo e o mesmo cumpra a promessa de sair.
Sabe-se já que o atual líder não estará sozinho na corrida. Belmiro Pinto dos Santos adiantou à TSF e confirmou, depois, a A BOLA que, «à partida, sim», será candidato, em caso de realização de eleições antecipadas.
Ao nosso jornal, o ex-presidente da Mesa da Assembleia Geral do emblema minhoto conta ter sido «abordado por um fundo de investimento em finais de 2025». Desde então, «tem havido algumas conversações, que têm evoluído de forma positiva» e que o encorajam a avançar.
Além disso, Belmiro Pinto dos Santos revela que já tem apoio de «algumas pessoas do universo vitoriano», como Ricardo Pimenta Machado - irmão do antigo presidente António Pimenta Machado [1980-2004].
«Há aqui uma conjugação de elementos preponderantes a uma eventual candidatura», considera o antigo responsável do Vitória, acrescentando que o plano inicial até era concorrer apenas à votação prevista para 2028. No entanto, com a «atual conjuntura, podendo haver eleições em breve, as coisas foram um bocadinho aceleradas».