«Begraoui não surpreende, tem enorme potencial»
O Estoril atravessa uma fase mais complicada da sua temporada, com duas derrotas consecutivas, alguns elementos fulcrais a recuperar de lesão e uma receção ao FC Porto, líder da Liga, que se prevê de máximo nível de dificuldade. Para combater as adversidades, o emblema da Linha de Cascais apresentará Yanis Begraoui, um dos goleadores da presente edição da Liga cuja afirmação não surpreende quem o conhece.
Antes de rumar a Portugal, o atacante internacional jovem por França e, mais tarde, Marrocos, colecionou admiradores, em especial no Pau, emblema que disputa a Ligue 2 e no qual se destacou em duas passagens, separadas por poucos meses e ambas por empréstimo do Toulouse, do qual se desvincularia para rumar à Amoreira no verão de 2024.
Nesse emblema sito junto aos Pirenéus, Begraoui conviveu com Nicolas Piresse, atual treinador do Pau B, que disputa o Groupe A do Championnat National 3, quinto escalão do futebol francês, e cujas memórias do marroquino são as melhores. «Não estou surpreendido com o Begraoui, porque ele tem um enorme potencial. Desejo-lhe que chegue à seleção de Marrocos e seja titular, acredito isso», indicou, em conversa com A BOLA.
Piresse e Begraoui cruzaram-se no Pau entre janeiro e junho de 2024 e o técnico, de 40 anos, pôde assistir a uma parte do desenvolvimento do atacante estorilista enquanto profissional, tendo acumulado funções como diretor pedagógico para a formação e treinador da equipa B, funções nas quais ainda hoje se mantém.
Nesse período, o marroquino contribuiu com dois golos e duas assistências para o tranquilo 10.º lugar alcançado pelo emblema gaulês no segundo escalão profissional do país. «Não convivia com ele diretamente com frequência no Pau, pois não era treinador dele, mas acompanhei-o e apercebi-me de muitas coisas boas que tem. Em França, há muito talento e formamos bem os jogadores», destacou, colocando Yanis Begraoui nesse lote.
A título de curiosidade, Nicolas Piresse foi também o treinador de outro jogador do Estoril, nomeadamente Kévin Boma, no Tours – o central encontra-se atualmente a recuperar de lesão, mas o seu antigo comandante acredita muito nas suas capacidades e somente lhe reserva elogios.
«Lembro-me bem dele, sobretudo pelas qualidades físicas que tem – é muito forte e quando ele tinha 16 anos já lhe detetava pontos fortes de alto nível. É um verdadeiro atleta e também uma super pessoa, penso que ele vai continuar a fazer uma grande carreira porque, acima de tudo, é forte e inteligente», detalhou.