Bednarek protege Pietuszewski: «Vão perguntar-lhe sobre o pequeno-almoço...»
Como era esperado, Oskar Pietuszewski fez a estreia pela principal seleção polaca na quinta-feira, ajudando a dar a volta na meia-final com a Albânia (2-1) e recolhendo, de forma generalizada, elogios da crítica após 45 minutos de bom nível.
No final do encontro, o nome do jovem extremo do FC Porto centrou atenções e Jan Bednarek, central dos dragões e, claro, da seleção orientada por Jan Urban, prometeu funcionar como uma espécie de guarda-costas do jovem companheiro de equipa.
«O Oskar é mesmo assim: corajoso e determinado. O que vejo no FC Porto, vi aqui [na seleção] também. Há tanto alarido e elogios à volta dele que, sendo mais velho, tenho de serená-lo um pouco. Quero que ele tenha paz. Em breve vão começar a perguntar-lhe o que come ao pequeno-almoço.. É normal, porque ele é um grande talento», afirmou o defesa, de 29 anos, aos jornalistas.
«As pessoas que o rodeiam são cruciais. Porque estar a fazer este trabalho aos 17 anos é algo grandioso. Mas ainda tem muito pela frente e acho que vou exigir cada vez mais dele e serei o primeiro a 'puxar-lhe as orelhas' para que continue a evoluir. Sinto que pode alcançar grandes coisas, pode ser um jogador incrível. Mas calma, ainda tem muito caminho a percorrer. A humildade e a vontade de trabalhar arduamente que demonstra serão, certamente, valiosas. Também já fui jovem. É normal, tendo 17 anos e tendo protagonizado uma entrada como a dele num clube tão grande... É normal, não só na Polónia, mas também em Portugal há um grande burburinho, o que me deixa muito feliz. Mas eu lá estarei para garantir que ele tenha tranquilidade. Claro que acontecem muitas coisas, mas tento dar-lhe uma perspetiva diferente de que nem tudo é cor-de-rosa e belo. A vida e a experiência ensinaram-me que, quer as coisas corram bem ou mal, devemos comportar-nos da mesma forma. E é isso que lhe desejo: que seja sempre ele próprio», acrescentou o camisola 5 do FC Porto.
Bednarek falou, também, sobre o erro cometido ainda na primeira parte do encontro, que resultou no golo da Albânia. «Foi um erro que cometi, que também serviu de lição. A reter para o futuro: não posso mudar de ideia no último segundo. Naquela situação, eu tinha tudo sob controlo, a única coisa que falhou foi a decisão final. Inicialmente, queria passar a bola para o Kiwior, mas depois vi que tinha bastante espaço à minha volta e decidi receber a bola. Como resultado, cometi um erro simples, mas felizmente, mostrámos que somos uma equipa. Quando um jogador erra, há outros que corrigem. E mérito nosso por isso», referiu.
«O Lewy [Lewandowski] marcou um grande golo de bola parada, e o Zielinski já tinha tido uma ótima oportunidade de golo... Saiu-me um grande peso do coração, porque estava a passar muita coisa pela minha cabeça. Eu sabia o quão importante era este jogo para nós, para os nossos adeptos e para o país. Foi difícil, mas já passei por muitos momentos difíceis na minha vida e isso deu-me a experiência necessária para me concentrar no passo seguinte. Vencemos a partida e, agora, todos os pensamentos estão virados para a final com a Suécia», rematou o jogador do FC Porto.