Barcelona continua acima do limite salarial, Almería de Ronaldo cresce
A LaLiga divulgou esta terça-feira a atualização dos limites de custo do plantel desportivo (LCPD), com o Barcelona a registar uma recuperação notável, embora insuficiente para cumprir todas as regras. O teto salarial do clube catalão subiu de 351 para 432 milhões de euros após o mercado de inverno, mas a equipa continua a exceder e, por isso, com restrições para contratar jogadores.
Apesar do aumento, o Barcelona permanece fora da norma 1:1, que permite gastar cada euro ganho em novas contratações. Atualmente, os clubes excedidos só podem reinvestir 50% das receitas de vendas ou poupanças salariais, percentagem que pode subir para 60% se o jogador em questão representar 5% do custo total do plantel. Ainda assim, o clube mantém a confiança de que em breve conseguirá regressar à normalidade financeira.
Já em setembro, Javier Gómez, diretor-geral corporativo da LaLiga, antecipava esta melhoria gradual. «O Barcelona está a funcionar sem o seu estádio, onde tem muitas receitas. Estamos a falar de 70 a 80 milhões por ano. Vai recuperar, a incógnita é se será dentro de 10 meses ou quando», afirmou na altura. O regresso ao Camp Nou em novembro foi um passo fundamental neste processo de recuperação.
No topo da tabela, o Real Madrid continua a ser o clube com maior capacidade de investimento, mantendo o seu limite salarial nos 761 milhões de euros, o mesmo valor de setembro. O Atlético Madrid ocupa a terceira posição, com um teto de 336 milhões, um aumento de 10 milhões em relação ao último relatório.
Seguem-se na lista o Villarreal, que mantém os 173 milhões apesar da eliminação precoce na Champions, e o Athletic, que viu o seu limite subir de 126 para 132 milhões. A Real Sociedad permanece com 128 milhões, enquanto o Betis registou uma ligeira descida, de 125 para 122 milhões.
Na segunda divisão espanhola, o Leganés lidera com um teto salarial de 19 milhões de euros. O destaque vai para a subida expressiva do Almería, que passou de um limite de apenas três milhões para 10 milhões de euros e que conta agora com Cristiano Ronaldo como investidor. No extremo oposto, Granada, Ceuta e Andorra são os clubes com menor margem de manobra financeira.
O limite de custo do plantel desportivo é o montante máximo que cada clube pode gastar com os salários de jogadores e equipa técnica, segurança social, prémios, comissões de agentes e amortizações. Este valor é calculado subtraindo as despesas não desportivas e as dívidas às receitas previstas pelo clube.