Mundial
Mundial
«Argentina pediu camisola da sorte? Eu nem sei o que vamos usar até ao aquecimento...»
Na antevisão da meia-final do Mundial 2026 contra a Argentina, o selecionador de Inglaterra, Thomas Tuchel, afirmou que a sua equipa não usará a história como combustível, enquanto o seu homólogo argentino, Lionel Scaloni, reiterou que misturar o futebol com a Guerra das Malvinas seria «uma loucura», ao mesmo tempo que se mostrou bastante descontraído.
Tuchel explicou que a sua abordagem é focar-se no que pode controlar, tentando diminuir a tensão emocional em torno do jogo. «Os jogadores de ambos os países estão muito cientes do que isto significa para eles. Não se pode dizer que é apenas mais um jogo de futebol. Como treinador, fazemos exatamente isso: focamo-nos no que podemos influenciar», afirmou, acrescentando: «Não falamos sobre os eventos históricos. A tensão já é suficientemente grande. Tentamos o oposto e influenciar os jogadores na forma como queremos que se comportem. Não ajuda se nos envolvermos emocionalmente».
Questionado sobre como irá parar Lionel Messi, que a Inglaterra defrontará pela primeira vez, o selecionador brincou, dizendo que estava a «pensar em fazer uma marcação homem a homem à moda antiga...(risos)».
Tuchel foi ainda questionado sobre o facto de a Argentina ter solicitado usar o equipamento alternativo azul-marinho, considerado da sorte, por ser aquele com o qual venceu a Inglaterra em 1986 e 1998. «Está a falar com alguém que não sabe a cor das nossas camisolas até sairmos para o aquecimento», respondeu. «Eles vão jogar de azul? E nós? De branco? E foram eles que escolheram a azul? [assessor esclarece que é porque a Inglaterra joga 'em casa']. Eu teria feito o mesmo (risos) se desse para combinar isso com uma superstição, mérito para eles. Nós temos os nossos amuletos da sorte, mas não vou dizer quais são, porque faz parte da superstição não dizer o que é...Temos as nossas rotinas.»
"I would have done the same." 😅
— BBC Sport (@BBCSport) July 15, 2026
Thomas Tuchel is asked about claims that Argentina are wearing their 'lucky' blue shirt against England 🤔 pic.twitter.com/GkjPQqBsAd
Sobre a sua própria preparação, revelou um método invulgar para recarregar energias: «Às vezes só precisas de um grande parque de estacionamento, uma bicicleta e um gelado e sentes-te como se tivesses 15 anos outra vez».
Já Lionel Scaloni, por sua vez, voltou a abordar a questão das Malvinas, insistindo na separação entre o desporto e o conflito histórico.
O selecionador inglês também comentou o entusiasmo gerado no país. «É para isso que serve o Campeonato do Mundo. Para entusiasmar o país, os adeptos, transmitir energia e fazer as pessoas esquecerem as suas preocupações. Há tanto para amar nesta seleção de Inglaterra», disse, concluindo que não sente o peso da responsabilidade. «Sinto a tensão e estarei nervoso, mas não sinto um fardo».
Artigos Relacionados: