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Árbitro impedido de entrar nos EUA para o Mundial deixa garantia
Omar Abdulkadir Artan, árbitro somali que viu ser-lhe negada a entrada nos Estados Unidos para o Mundial 2026, foi recebido como um herói em Mogadíscio. Apesar do revés, o árbitro de 34 anos garante que não desiste do sonho e aponta já à presença na edição seguinte do Campeonato do Mundo.
«Apesar do que me aconteceu, não estou desanimado. Defendemos o nosso país, a Somália, e esta bandeira, nos bons e nos maus momentos. Devemos defender a sua honra», afirmou, já com os olhos postos no futuro: «Vou estar no próximo Mundial.» O árbitro espera marcar presença na edição de 2030, que será organizada por Portugal, Espanha e Marrocos.
Na passada segunda-feira, as autoridades norte-americanas recusaram a autorização de entrada a Artan, que se preparava para ser o primeiro somali a arbitrar num Mundial de futebol — os Estados Unidos são um dos três países anfitriões do torneio, juntamente com o Canadá e o México.
A FIFA não se imiscuiu nesta matéria, tendo informado que «não interfere nos procedimentos de imigração do país anfitrião, incluindo a concessão de vistos».
O Ministério da Juventude e Desporto da Somália, por seu turno, informou que está a trabalhar com o Ministério dos Negócios Estrangeiros para, «através da via diplomática», contactar «as autoridades competentes dos Estados Unidos e da FIFA para obter uma explicação clara sobre o assunto».
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