José Borges, presidente da APAF - foto: Miguel Nunes
José Borges, presidente da APAF - foto: Miguel Nunes

APAF novamente recebida no Parlamento

Audiência com o Grupo Parlamentar do Chega

Uma comitiva da APAF (Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol) deslocou-se à Assembleia da República, esta quarta-feira, para uma audiência com o Grupo Parlamentar do Chega.

Na semana passada a associação liderada por José Borges já tinha sido recebida pelo Grupo Parlamentar do Partido Socialista, e mais audiências podem ser agendadas em breve. O objetivo é sensibilizar o poder político para as questões das agressões aos árbitros, assim como discutir o problema de não existir oficialmente a profissão de árbitro.

Esta terça-feira houve também uma audiência na Comissão de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto, na qual o vice-presidente do contencioso da APAF, Sérgio Mendes, revelou que em 10 anos foram contabilizadas cerca de 400 agressões, o que corresponde a uma média de 40 por ano, mas só no último mês foram registadas 10 agressões. A maioria dos casos envolve árbitros com menos de 25 anos e com apenas dois a três anos de experiência, sendo as agressões praticadas sobretudo por jogadores e elementos do público.

O dirigente da APAF estabeleceu ainda uma relação direta entre polémicas na elite do futebol português e incidentes em contextos inferiores: «Se eu tiver um incidente numa primeira divisão envolvendo árbitros, tenho a certeza que no fim de semana a seguir vou ter problemas». «Se enfrentamos uma situação de crise, as pessoas estão frustradas e têm de descarregar em alguém, e é muito mais fácil descarregar num miúdo de 20 anos», acrescentou ainda, para falar das influências externas.

A iniciar sessão com Google...