Rui Costa, presidente do Benfica
Rui Costa, presidente do Benfica

Antigo 'vice' do Benfica visa Rui Costa: «Mete-se dinheiro em cima dos problemas»

Jaime Antunes muito crítico da temporada das águias

Jaime Antunes, antigo vice-presidente do Benfica, que deixou o clube, demitindo-se, há cerca de um ano, considera Rui Costa como principal responsável pela má temporada das águias, que foram eliminadas (1-3) pelo SC Braga nas meias-finais da Allianz Cup, na noite de quarta-feira.

«Não é aceitável chegar a janeiro e o Benfica estar em grande dificuldade no campeonato, a 10 pontos do líder, em grande dificuldade na Champions, fora da Taça da Liga e vamos ver na Taça de Portugal, que não ganha desde 2017. No campeonato vamos para um em sete ou oito anos, o Benfica não pode viver assim. Houve eleições há pouco tempo, a direção foi eleita com grande margem, por isso o presidente tem todos os instrumentos para tomar as medidas necessárias para meter o Benfica a ganhar. Se não o faz, não percebo porquê», começou por dizer à Renascença.

Em todas as conferências, o treinador queixa-se da falta de jogadores

«A responsabilidade é sempre do presidente, é ele que lidera o clube, que escolhe o treinador e que toma decisões sobre os investimentos nos jogadores. No bem e no mal, a responsabilidade é dele e o problema do Benfica não é o jogador A, B ou C, nem o treinador. Tem a ver com estratégias erradas de meter dinheiro em cima dos problemas. Em todas as conferências, o treinador queixa-se da falta de jogadores para rotatividade e ao fim de tantos anos, com um grande investimento, o Benfica não tem um plantel de base, estável e com profundidade», sustentou Jaime Antunes.

Com as críticas a José Mourinho a subirem de tom, o nome de Ruben Amorim, recentemente despedido do Manchester United, começa a surgir, mas o ex-dirigente coloca essa possibilidad de parte... para já.

«Neste momento, não faz qualquer sentido. Ruben Amorim poderá ser um tema para 2026/27, mas nesta altura não tem sentido, o Benfica tem um treinador de méritos reconhecidos», apontou.