Antigo treinador do FC Porto revela os três pedidos de Guardiola e a razão para deixar o City
Pepijn Lijnders, treinador neerlandês que esteve no FC Porto entre 2007 e 2014 (camadas jovens e depois adjunto de Paulo Fonseca e Luís Castro na equipa principal) e que foi adjunto de Jurgen Klopp no Liverpool, deixou o Manchester City com Pep Guardiola.
A saída, que acompanha a do chefe de equipa, de quem foi braço direito esta época, foi justificada por motivos familiares.
Numa entrevista à publicação neerlandesa AD, Lijnders revelou que a sua família está agora radicada nos Países Baixos, o que tornou a sua permanência em Inglaterra inviável. «A minha mulher e eu queremos um lugar permanente para os nossos filhos, que estão a crescer. Voltar a mudar-me para Inglaterra por vários anos já não é uma opção», afirmou, acrescentando: «Sem a minha família, de qualquer forma, não faria um segundo ano [no City]».
O clube de Manchester apresentou-lhe alternativas, que recusou: «Ofereceu-me um cargo na equipa técnica do novo treinador ou a oportunidade de me tornar treinador principal num clube estrangeiro do City Football Group.»
Lijnders revelou também as três exigências específicas que Guardiola lhe fez aquando da sua contratação, no verão de 2025. «Quando o Pep me ligou em maio do ano passado, foi imediatamente franco», recordou Lijnders. «Ele disse: 'Quero construir um novo City mais uma vez'».
Segundo o neerlandês, Guardiola «procurava especificamente três coisas: um treinador ao seu lado que o desafiasse com ideias novas, um estilo de jogo mais agressivo para sobreviver na cada vez mais física Premier League e inovação no campo de treinos».
O convite teve a bênção de Klopp e foi claro desde o início que não seria uma colaboração prolongada. «Ele disse-me que estava nos últimos dois anos de contrato e que por isso não seria um projeto a longo prazo. E perguntou-me se isso seria um problema.» Lijnders aceitou e descreveu uma temporada «muito intensa». «Ele aborda a criação de um plano de jogo como um médico a realizar uma cirurgia cardíaca: de forma extremamente meticulosa, verificando cada parte vital com uma pinça. E, tal como o Klopp, tem um amor genuíno pelos seus jogadores. Esse amor é o que distingue os melhores treinadores do resto», concluiu.
Além de Lijnders, também Kolo Touré, Lorenzo Buenaventura, Manel Estiarte e Xabi Mancisidor deixaram o Manchester City, abrindo espaço para que o futuro treinador, Enzo Maresca, forme a sua própria equipa técnica. O clube agradeceu publicamente aos cinco elementos pelo seu trabalho e dedicação.