Pelé terminou a carreira em 1977 - Foto: IMAGO

Antigo defesa tem a última camisola de Pelé e recusou um Ferrari por ela

Jimmy McAllister não tem dúvidas de que o astro brasileiro é o melhor futebolista de sempre

Jimmy McAlister, antigo defesa norte-americano, guarda religiosamente a última camisola que Pelé usou num jogo oficial, uma peça de valor incalculável que já recusou trocar por um Ferrari.

A história remonta a agosto de 1977, na final da North American Soccer League (NASL), o principal campeonato de futebol dos Estados Unidos na altura. McAlister, que representava os Seattle Sounders, defrontou o New York Cosmos, de Pelé. Terminou com 2-1 para os nova-iorquinos este duelo, o último que o astro do futebol fez a nível oficial (viria a fazer um particular de despedida, entre Santos e Cosmos, jogando uma parte por cada equipa).

Apesar da derrota, o ex-defesa conseguiu a camisola de Pelé. que guarda no cofre de um banco em Seattle. «No fim do jogo, pedi-lhe a camisola e ele deu-ma. Na altura, eu era muito jovem, era algo giro de se ter, mas agora... com o passar dos anos, torna-se cada vez mais importante», afirmou McAlister em entrevista à ESPN Brasil.

O valor sentimental e histórico da peça é tão grande que o norte-americano já recusou várias propostas, incluindo uma troca por um Ferrari. «As pessoas perguntam-me o que vou fazer com ela e eu não sei, mas seria muito difícil vendê-la. Ofereceram-me um belo Ferrari, mas eu vivo em Seattle, aqui chove um bocado. Um descapotável não seria muito útil», brincou.

Questionado sobre o debate acerca do melhor jogador de sempre, intensificado pelos recordes de Lionel Messi, McAlister não tem dúvidas em colocar Pelé no topo. «Antigamente, os relvados não eram tão bons como hoje, os equipamentos não eram tão bons, e hoje em dia parece-me que os craques são protegidos pela arbitragem, porque são eles que trazem o dinheiro. Naquela época não havia essa proteção», argumentou. «Pelé é obviamente o maior de todos os tempos. Acho que Messi está muito perto, Maradona está muito perto, mas podemos falar de três, quatro ou cinco jogadores na história do futebol», acrescentou na mesma entrevista.

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