Pelé é a grande figura da história do Cosmos. Foto: IMAGO
Pelé é a grande figura da história do Cosmos. Foto: IMAGO

Antigo clube de Pelé e Cruyff renasce pela terceira vez e sonha com a MLS

O New York Cosmos está de volta e quer voltar a crescer desde as bases, com um projeto ambicioso que aponta ao topo... 40 anos depois dos tempos dourados

Houve um tempo em que o New York Cosmos era sinónimo de espetáculo, glamour e revolução no futebol dos Estados Unidos. Nos anos 70, o clube tornou-se um fenómeno global, levando multidões aos estádios e colocando o soccer no mapa, impulsionado por nomes lendários como Pelé, Johan Cruyff e Franz Beckenbauer.

Pelé jogou no Cosmos de 1975 a 1977. Foto: IMAGO

Décadas depois, o Cosmos tenta, uma vez mais, renascer. Em Paterson, a cerca de 35 quilómetros de Nova Iorque, o histórico clube voltou a dar sinais de vida, agora na terceira tentativa de reconstrução... mais de 40 anos depois do primeiro capítulo. Num ambiente ainda distante dos tempos áureos, uma nova história começou a ser escrita.

Depois de uma primeira tentativa de regresso em 2010, que levou o clube à NASL (North American Soccer League) durante cinco temporadas, o projeto voltou a cair. Agora, com nova liderança e mais investimento, o objetivo passa por construir bases sólidas, recuperar a ligação aos adeptos e, a médio prazo, subir até ao topo do futebol norte-americano, a Major League Soccer.

Beckenbauer e Carlos Alberto com a camisola do Cosmos. Foto: IMAGO

Antes de voltar a sonhar com a elite, o Cosmos terá de percorrer um caminho exigente, subindo duas divisões a partir da US League One, o terceiro escalão do futebol norte-americano. Esse é o plano traçado por Baye Adofo-Wilson, proprietário do clube desde 2025, que já prometeu investir cerca de 95 milhões de euros na modernização do estádio, atualmente com capacidade para 7.500 espectadores.

A estratégia passa, numa primeira fase, por reconstruir um clube com forte ligação às bancadas: recuperar os adeptos mais nostálgicos, conquistar novas gerações e envolver a comunidade latino-americana da região.

Cruyff a representar o Cosmos. Foto: IMAGO

O Cosmos pode já não ser o furacão mediático dos anos 70, mas volta a mexer. E, como tantas vezes na sua história, o importante não é apenas o presente — é a promessa de que algo maior pode estar a nascer outra vez.