Angola: Federação assume fracasso na CAN, mas segura Patrice Beaumeller
Apesar do fracasso na Taça de África das Nações, que ainda decorre no reino de Marrocos, Patrice Beaumelle vai continuar à frente dos Palancas Negras.
A garantia foi dada pelo presidente da FAF, Alves Simões, ladeado pelo seu vice-presidente e ex-internacional angolano, Carlos Alonso «Cali», na Conferência de Imprensa de balanço sobre a prestação dos Palancas Negras na CAN 2025.
O francês de 47 anos sai com poderes reforçados desta que foi uma campanha adversa, tendo em conta as elevadas expectativas no seio dos angolanos, criadas aquando da «imaculada» qualificação para a maior prova de seleções do continente.
O número um da FAF afirmou ao longo da sua intervenção que a contratação de Patrice Beaumelle não foi exclusivamente para a CAN e que os resultados na prova não comprometeram o relacionamento com a FAF, pelo contrário.
Nas palavras de Alves Simões, começa agora uma nova etapa, com um trabalho conjunto entre a direção da FAF e a equipa técnica liderada por Beaumelle, na identificação e acompanhamento de jogadores do campeonato doméstico, o Girabola, bem como dos escalões de formação.
A FAF pretende trabalhar neste momento para apurar os Palancas Negras para a próxima CAN e para o Mundial de 2030.
Quanto às críticas em função queda na fase de grupos da CAN 2025, Alves Simões afirmou «é legítimo sermos criticados, não conseguimos cumprir com o prometido».
Por seu turno, Patrice Beaumelle justificou o fracasso com o pouco tempo de trabalho com todo o grupo, nas semanas que antecederam a competição.
«Tivemos apenas três dias de trabalho, diferente das outras seleções do nosso grupo, que tiveram três semanas para preparar a CAN», disse o selecionador de Angola.
Os Palancas Negras falharam o apuramento para o Mundial 2026, mas conseguiram sem derrotas o apuramento para a CAN de Marrocos, deixando para trás o gigante Gana. Ainda assim, Pedro Gonçalves foi substituído por Patrice Beaumelle, que mesmo não tendo conseguido bons resultados na prova, tem o voto de confiança da Federação Angolana de Futebol.